domingo, 5 de fevereiro de 2012
O Japão começou uma investigação exaustiva para estabelecer os efeitos da radiação procedente da usina nuclear de Fukushima em animais e plantas das regiões mais afetadas pelo acidente atômico, informou neste domingo a emissora "NHK".
A própria província de Fukushima solicitou ao Governo central que realizasse o estudo e o Executivo decidiu que o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Ciências Radiológicas pesquisarão o caso durante um ano aproximadamente e o apresentarão em março de 2013.
A análise registrará os níveis de césio radioativo na fauna e na flora em 25 pontos concretos da província de Fukushima, tanto em terra firme como no mar.
Entre esses 25 lugares se encontram as áreas mais afetadas pelas emissões da usina nuclear e também áreas prejudicadas em menor escala com o objetivo de comparar os possíveis efeitos.
As duas instituições já começaram a colher mostras vegetais, que vão desde um pinheiro japonês vermelho a gramas silvestres, e animais, como ratos, rãs ou mexilhões. A seleção das espécies que serão investigadas se baseou as recomendações da Comissão Internacional de Proteção Radiológica.
Os pesquisadores estudarão os efeitos que a radiação pode ter sobre a fisionomia, a atividade genética e as funções reprodutivas, incluindo a taxa de germinação das sementes.
O terremoto e o tsunami de 11 de março do ano passado devastaram o nordeste do país e causaram a pior crise nuclear dos últimos 25 anos na usina de Fukushima Daiichi, que obrigou a remover cerca de 80 mil habitantes e afetou gravemente a agricultura, a pecuária e a pesca locais.

A população do Japão cairá 30% até o ano de 2060, quando contará com 86,7 milhões de habitantes dos quais quase 40% terá mais de 65 anos, segundo um relatório publicado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde japonês.
O estudo, realizado a cada cinco anos pelo Instituto Nacional de População e Seguridade Social japonês, prevê que a queda da natalidade e o aumento dos idosos seja a tendência dominante nos próximos 50 anos.
Para 2060, segundo o Instituto, a esperança de vida poderia chegar no Japão a 90,93 anos para as mulheres e a 84,19 anos para os homens, acima dos 85,93 anos para as mulheres e 79,27 para os homens atualmente.
O país asiático é o de maior esperança de vida do mundo e um dos que abriga mais idosos em relação a sua população, com 29,8 milhões de japoneses (23,3% do total) maiores de 65 anos, segundo dados oficiais.
Em 2010 a taxa de fecundidade (que mede o número estimado de filhos por mulher durante sua idade reprodutiva) ficou em 1,39%, e segundo o relatório se prevê que continue caindo para 1,33% em 2024, embora subiria ligeiramente para 1,35% em 2060.
O envelhecimento da população, um dos grandes problemas para o futuro do sistema de seguridade social do Japão, fez com que em 2011 o consumo do mercado dos maiores de 65 anos gerasse mais de 100 trilhões de ienes, segundo um relatório da seguradora Daiichi.
Isso representa um aumento de 2,4% em relação a 2010 e cerca de 44% do total do consumo do Japão, segundo os dados da Daiichi.
Perante o envelhecimento demográfico, muitas empresas japonesas adaptaram seus produtos e negócios para este segmento da população, que em geral conta com um grande poder aquisitivo, e ajudou no desenvolvimento de novas indústrias, como a dos robôs de assistência.

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