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terça-feira, 7 de julho de 2009

JAPAN EXPO 2009 (Paris)

De quinta-feira a domingo passado (02-05/07), aconteceu em Paris a JAPAN EXPO (equivalente da ANIME DREAM em Sampa) que comemorou esse ano sua décima edição.
É uma das maiores feiras do tipo no mundo e reune mais fans a cada ano. Começou com apenas 3200 visitantes em 2000 e terminou no ano passado com 134 000. Não conheço os números definitivos para 2009 mas no único día de sábadom foram mais de 50 000 pessoas.
O manga representa 40% dos HQs vendidos na França e são mais de 150 novos títulos publicados todo mês. A França é o segundo país consumidor de manga no mundo, perdendo apenas para o Japão, representa 2/3 do mercado do manga na Europa e o japonês é agora a segunda língua mais traduzida para o francês.

Mangas, animês, CDs, shows ao vivo com bandas do Japão (AKB 48m entre outras), comidas, artigos diversos, atividades, pré-etréias e, é claro, roupinhas "adequadas".
Ainda existem pouquíssimas lojas especializadas em cosplay por aqui, especialmente, fora de Paris e muitos do cosplayers fabricam sozinhos suas fantasias e accessórios. Alguns começam os preparativos meses atrás... (como para o carnaval brasileiro!) e começam também a poupar dinheiro em previsão, pois os fãs gastam uma média de 100 a 200 euros durante o evento (as filas na frente dos caixas automáticos son enormes).
Com isso tudo, podem maginar que a JAPAN EXPO 2009 foi um sucesso...
(Para quem estiver interessado, tem mais fotos em meu blog)

PS : Parabens pelo trabalho com o livro do Igarashi !

terça-feira, 5 de maio de 2009

CRÔNICAS MADE IN







Death Note made in brazil.
Death Note é um mangá criado pelo roteirista Ohba Tsugumi e pelo desenhista Obata Takeshi. A história tem como protagonista, o adolescente Raito Yagami que esbarra em um livro sobrenatural, o Caderno da Morte, que é jogado na Terra por um Shinigami, um deus da morte, chamado Ryuk. O caderno possibilita que ao se escrever o nome de uma pessoa nele, esta pessoa venha a morrer. Através do caderno, Raito tenta criar um mundo livre do mal eliminando aqueles que ele decide que devem morrer, e ao erradicar o mal, Raito será o deus deste novo mundo. O uso do caderno acaba criando uma trama complexa em que Raito tem que enfrentar aqueles que o veem como o mal a ser controlado e que precisam descobrir sua identidade para detê-lo. A exposição pública de seus extermínios faz com que ele seja apelidado de Kira (キラ), a derivação em japonês do inglês killer. Durante o transcorrer do mangá, por 108 capítulos e treze volumes de coletânea (no Brasil foram publicados apenas 12), Raito vai se tornando um personagem cada vez mais trágico. E em seu jogo de gato e rato com os seus nêmesis detetive L e Near, no final, Raito termina exemplificando a máxima de que o poder corrompe, e o poder total, corrompe totalmente.
A combinação de temática adolescente, thriller, sobrenatural e fábula moral transformou Death Note num dos mais famosos e bem sucedidos mangás contemporâneos. No Japão, Death Note virou literatura, animês e filmes, além de ser acompanhado por toda uma série de produtos variados (bonecos, ringtones, games, etc.), ao redor do mundo, o mangá foi traduzido e alcançou sucesso também nos mais variados países.
Sucesso que não foi diferente no Brasil.
Tanto que Death Note foi aqui, pela primeira vez, adaptado para o formato teatral. Pela iniciativa da Cia. Zero Zero de Teatro, as reviravoltas de uma longa narrativa foram condensadas em 105 minutos de peça. Com pitadas de drama, suspense e humor (em que há menções a símbolos brasileiros como Sílvio Santos, Ronaldo Ésper e o Playcenter), a história no palco tem como alvo principal o público adolescente. A homogeneidade do elenco garante atuações corretas, com destaque para Miguel Atênsia como detetive L e Bruno Garcia quando faz os dois Shinigamis, especialmente o Ryuk que parece uma mistura de Gene Simmons do Kiss com o Coringa do Batman. A direção de Alice K, conhecedora do teatro japonês, imprime uma mise en scène precisa e adequada ao viés adolescente, a cenografia de Laura Di Marc e a trilha sonora de Gregory Slivar geram soluções cênicas e sonoras criativas. O Caderno da Morte é um exemplo de bom entretenimento, cheio de ação e reflexão para um público que não precisa ser fã de Death Note para se envolver com essa peça que não só trata de temas atuais como é também um teatro feito com as qualidades e os defeitos da atual cena brasileira.

terça-feira, 21 de abril de 2009

CRÔNICAS MADE IN






Milenar cartão postal nipônico, a imagem da gueixa povoa um imaginário mundial que pontifica a tradição internacional de que turistas em viagem ao Japão têm que tirar fotos de gueixas. De 80.000 na década de 1920 para 2.000 no ano de 2009, as gueixas são uma espécie em extinção, mas, não perdem o status de animal exótico que deve ser capturado pelo pixel digital. Como num safári, turistas ocidentais fazem emboscadas a poucas gueixas sobreviventes, invadem jardins e casas de chá, param-nas nas ruas de Kyoto, as impedem de passar, maculam as mangas de seus quimonos, puxam seus cabelos, e até as fazem tropeçar para poderem submetê-las ao domínio do ato fotográfico. Questão de segurança que fez com que as gueixas fossem escoltadas por patrulhas de proteção, tal caça indiscriminada é combatida com o slogan de que as gueixas não são o Mickey Mouse na Disney. Fotografias made in turistas japoneses, com certeza, devem mostrar obsessões diferentes das fotografias made in turistas ocidentais que parecem buscar nas gueixas o mesmo que os bárbaros e os colonizadores buscavam.

domingo, 12 de abril de 2009

CRÔNICAS MADE IN

O game show é um dos programas mais comuns da TV japonesa. Neles pode-se ver alguém levar choques nos testículos por errar uma resposta ou alguém nadando e mergulhando nu numa fossa sanitária para procurar um prêmio. São situações tão bizarras e fisicamente drásticas que a TV americana criou, em 2008, o reality show, I Survived a Japanese Game Show. Dez participantes americanos são levados para Tóquio e têm que passar pela via crucis e pelo grand guignol das mais absurdas provas de diferentes game shows japoneses. As fronteiras do Made In se sobrepõem e mostram o surreal e o grotesco da produção televisiva contemporânea e globalizada.






segunda-feira, 6 de abril de 2009

CRÔNICAS MADE IN




O atual consumo internacional de mangás e animês é uma nova forma de Japonismo? O Japonismo é a influência de diferentes formas de arte japonesa no Ocidente e também a perpetuação de estereótipos ocidentais sobre a cultura japonesa. No Ocidente, os mangás e os animês influenciam e também perpetuam clichês made in japan ou made in west. Talvez. Mas, hoje em dia, ao Japonismo resta mesmo é ser marca de óculos made in china.










sexta-feira, 27 de março de 2009

CRÔNICAS MADE IN


Um hot dog made in korea, é, literalmente, um hot dog.

Um Michael Jackson made in india, não é, exatamente, uma cópia fiel de Michael Jackson.