segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Como banqueira de investimentos em Nova York, Poornima Vardhan tinha todas as roupas certas: ternos, vestidos de coquetel e jeans. Então ela voltou para a Índia e percebeu que seu guarda-roupa era dolorosamente sem graça.
Para mulheres como Vardhan, que transitam com facilidade entre a Ásia e o Ocidente, o leque vasto e vibrante de estilos de roupas tradicionais da Índia apresenta um desafio incomum. "Meu guarda-roupa teve de aumentar pelo menos 50% quando voltei", disse Vardhan, 28. "Há muito mais diversidade na vestimenta usada na Índia."
Vardhan é uma das dezenas de milhares de recém "repatriados" -indianos que partiram em busca de oportunidades educacionais ou profissionais no exterior, mas voltaram quando a economia indiana começou a florescer. Esses repatriados muitas vezes enfrentam desafios para se readaptar ao caos e à corrupção da Índia, e muitos acabam deixando o país novamente, frustrados.
Mas as mulheres enfrentam um desafio a mais que seus companheiros homens: refazer seus guarda-roupas. Para Vardhan, a adaptação ao estilo é vital para seu retorno. Ela voltou em parte por acreditar que a indústria de confecções no varejo da Índia, em rápido crescimento, era uma oportunidade empresarial perfeita. Agora, ela é diretora de estratégia de marca e planejamento de varejo da Genesis Colors, uma importante casa de moda indiana.
Profissionalmente, ir das finanças para a moda foi mais desafiador do que ela esperava. "Agora eu tenho de pensar criativamente e tenho uma mentalidade empresarial, diferentemente do banco de investimentos", disse.
A oportunidade na Índia não é apenas resultado da economia pujante do país e da ascensão da classe média, mas do fato de a Índia, diferentemente da maioria dos outros países emergentes, ter mantido suas tradições na indumentária, mesmo entre as classes superiores. Embora os jeans sejam populares aqui hoje, suas vendas ainda são muito inferiores às de sáris.
Por que os estilos de vestimentas tradicionais da Índia conseguiram sobreviver ao ataque cultural do Ocidente é um mistério. Solucionar esse mistério poderá tornar algumas empresas muito bem-sucedidas. E também a previsão de por que os estilos notáveis da Índia não sobrevivem apenas aqui, mas também são adotados no resto do mundo. Vardhan espera que uma dessas empresas seja a sua.
E por isso está expandido seu guarda-roupa pessoal, tentando abraçar plenamente algumas das cores vivas e as silhuetas elegantes da vestimenta tradicional indiana.
O recato é uma parte vital da adaptação à Índia. Em Déli, os estupros de mulheres são recorrentes, e muitas vezes se atribui a culpa aos trajes "indecentes".
"Uma coisa totalmente proibida no recato indiano é mostrar as pernas", disse Mukulika Banerjee, professora de antropologia na Escola de Economia e Ciência Política de Londres e coautora de "The Sari". "Os decotes, tudo bem, mas não as pernas."
Como muitas repatriadas, Vardhan acha que um dos desafios mais sérios da volta à Índia é usar o sári, traje onipresente e gracioso que -por ser enrolado no corpo- permite que ela adapte seu visual ao ambiente. Ainda é o traje feminino predominante na Índia. "Estou tentando usar sáris para trabalhar às vezes, porque acho que as pessoas nos levam mais a sério", disse Vardhan.
Ela disse que usou um terno executivo apenas quatro vezes desde que voltou a seu país. Ela ainda não vestiu algumas de suas peças preferidas em Manhattan, incluindo um vestido de noite que termina no meio da coxa.
"Acho que fico bonita com ele, e me lembra muito Nova York, o que é uma sensação boa", disse Vardhan. "Mas você não pode mostrar tanto as pernas aqui."
Ela vai guardar esse vestido e outros, e usá-los só em suas viagens ocasionais a Nova York. Mas espera que um dia encontre uma maneira de misturar seus trajes favoritos do Ocidente e da Índia de uma maneira que tenha uma atração universal.
"Enquanto o mundo se globaliza, espero encontrar o equilíbrio certo", disse ela.
Quando a Maison Martin Margiela, grife belga conhecida por seu estilo discreto, escolheu Pequim para instalar a sua maior butique, no ano passado, esse foi o sinal de uma mudança significativa no mercado chinês de produtos de luxo.
Consumidores antes felizes por exibirem logotipos preferem agora marcas menos ostensivas, o que reflete em parte a repressão do governo à cultura de dar presentes, depois que a internet expôs políticos exibindo relógios incompatíveis com seus salários e rendimentos.
Mas analistas veem também uma evolução natural no consumo de luxo -novos compradores sempre querem os maiores nomes, ao passo que os compradores mais antigos estão se tornando mais exigentes.
"Estamos vendo uma evolução ocorrendo entre os consumidores de luxo, das necessidades externas, ou seja, exibir sinais de riqueza, para as necessidades internas, ou seja, comprar itens de luxo para se recompensar e desfrutar da experiência", escreveu Elan Shou, vice-presidente da empresa de relações públicas Ruder Finn Asia.
Apesar da desaceleração do consumo no primeiro semestre de 2011, o mercado de luxo ainda tem um faturamento saudável na região.
O conglomerado francês PPR, dono da Gucci e da Bottega Veneta, faturou no primeiro semestre US$ 1,47 bilhão na região da Ásia/Pacífico (excetuando Japão), um aumento de 16,2% em relação ao ano anterior.
As vendas na China continental subiram 24,4%. A marca Gucci, que tem 54 lojas na China, teve alta de 17,2% no seu faturamento no país no primeiro semestre; a Bottega Veneta, que opera 24 lojas na China, cresceu 62,4%.
"Quando se fala nos consumidores chineses, eles certamente querem gastar em luxo, mas há também uma mudança definitiva", disse Shaun Rein, diretor-gerente da consultoria China Market Research Group.
"Recentemente entrevistamos três dúzias de chineses com patrimônio de pelo menos US$ 10 milhões cada, e eles nos disseram que não querem mais Louis Vuitton, porque está ficando comum demais."
"Eles sentem que evoluíram e não precisam de grandes logotipos para provar seus status", disse ele num e-mail.
Ele acrescentou que os consumidores ultrarricos não obtém mais seu prestígio com uma simples bolsa.
"Eles estão de olho em carros Ferrari e Lamborghini, em iates e jatos particulares, e a gente está vendo esses mercados ainda crescendo significativamente."
Yuval Atsmon, diretor do escritório da McKinsey & Co. em Xangai e coautor do relatório "Conheça o Consumidor Chinês de 2020", disse que entre os ultrarricos há uma extraordinária disposição em pagar a mais por um design "exclusivo", algo que não passou despercebido às grifes de alta costura.
A Dior e Jean-Paul Gaultier recentemente escolheram a China para lançar suas novas coleções de alta costura, e Giorgio Armani apresentou sua "Uma Só Noite em Pequim", que incluiu modelos criados especificamente "como um tributo à China".
Mas as grifes podem estar ignorando outra tendência: os chineses, em geral, consomem muito fora do país.
"Atualmente, vale bem mais a pena para eles comprarem na Europa, já que lá os preços não subiram", disse Rein.
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Queridos amigos
Quando tive um tumor em 2009 e não sabia se era benigno ou maligno pensei muito na minha vida.
O que eu arrependeria de não ter feito se o resultado não fosse o esperado, era não ter realiazado a publicação da minha tese de doutorado.
O que eu levaria de maior tesouro nessa vida eram os laços criados com os meus amigos.
A partir do momento em que me recuperei, comecei a trabalhar na concretização da publicação do livro.
Gostaria, portanto, de fazer o lançamento do livro para os meus amigos - símbolos para mim da vida e do que alimenta a vida.
E tem prefácio da nossa querida Chris.
Dia 15 de outubro a partir das 19h, no Bar Balcão (Rua Melo Alves, 150).
Aproveito também para cortar o bolo do meu aniversário, embora com algumas semanas de atraso.
Ficarei feliz se puder dar um pulo lá.
beijos
Michiko
Quando tive um tumor em 2009 e não sabia se era benigno ou maligno pensei muito na minha vida.
O que eu arrependeria de não ter feito se o resultado não fosse o esperado, era não ter realiazado a publicação da minha tese de doutorado.
O que eu levaria de maior tesouro nessa vida eram os laços criados com os meus amigos.
A partir do momento em que me recuperei, comecei a trabalhar na concretização da publicação do livro.
Gostaria, portanto, de fazer o lançamento do livro para os meus amigos - símbolos para mim da vida e do que alimenta a vida.
E tem prefácio da nossa querida Chris.
Dia 15 de outubro a partir das 19h, no Bar Balcão (Rua Melo Alves, 150).
Aproveito também para cortar o bolo do meu aniversário, embora com algumas semanas de atraso.
Ficarei feliz se puder dar um pulo lá.
beijos
Michiko
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