domingo, 11 de maio de 2014


http://images.fineartamerica.com/images-medium-large-5/i-am-not-ugly-i-am-not-beautiful-anna-bain.jpg

http://gizmodo.uol.com.br/galerias/japao-vilarejo-bonecos/
http://www.hypeness.com.br/2014/01/cartunista-retrata-as-piores-coisas-do-mundo-em-ilustracoes-sensacionais/
http://www.theguardian.com/film/shortcuts/2014/apr/27/saidoweizu-japanese-remake-sideways

http://fc04.deviantart.net/fs38/f/2008/317/c/8/This_ugly_and_beautiful_world_by_elfgrlshizuka.jpg

http://www.vice.com/pt_br/read/imigrantes-estao-virando-escravos-no-cultivo-de-maconha-na-inglaterra-e-irlanda?utm_source=vicefacebr
https://www.vocativ.com/world/iran/great-unveiling-iranian-women-ditching-head-scarves-facebook/
http://www.hypeness.com.br/2014/05/serie-incrivel-mostra-quem-foram-as-ultimas-sereias-do-japao/
http://www.vice.com/pt_br/read/fotografando-a-proxima-geracao-de-astros-do-sumo?utm_source=vicefacebr


http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=16841520







http://www.hypeness.com.br/2014/05/artista-de-rua-da-cor-aos-muros-da-capital-do-ira/

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVSYpc_PNo8WTnK6rkbXYdv1FA2jsp45TNbfs5-waUuw7Q7wMZWaRQ6HBejt_qSp5flST1sonTjlL_G0wCFBk0jHZDcjXLDSwY4ON1DyheMswoxwZl8oBRxcwdFLgiB_lU_nh8nxhKj-8/s400/19598748_l.jpg








http://www.ideafixa.com/beleza-niponica/

http://fc06.deviantart.net/fs23/f/2008/026/3/0/ugly_beauty_by_struller.jpg






http://laughingsquid.com/breakdancing-buddhist-monks-pay-tribute-to-late-beastie-boy-adam-mca-yauch/
Folha de São Paulo
Domingo 11 de maio de 2014
A nova cara do Irã
Plástica no nariz vira moda e símbolo de status no país; cirurgias chegam a 200 mil por ano com o barateamento dos procedimentos
SAMY ADGHIRNI DE TEERÃ A estudante Mitra, 19, achava que seu nariz não combinava com seu rosto. Foi suficiente para convencer os pais a pagar uma cirurgia plástica.
"Ficou ótimo. Estou muito contente", alegra-se a moça.
Ela guarda fotos tiradas após a operação, nas quais faz todo tipo de pose para mostrar com orgulho o curativo entre os olhos e a boca.
Mitra é um típico exemplo de iraniana que cedeu à moda da plástica no nariz. A prática, disseminada em larga escala, denota busca por status social e autoestima num país obcecado pela aparência.
As ruas das grandes cidades do Irã estão cheias de homens e mulheres que ostentam marcas da cirurgia. É visível a satisfação quando notam ser observadas. São comuns casos de gente que usa o curativo como enfeite, sem ter sido operada.
O Irã se tornou um dos recordistas mundiais em operações do gênero, conhecidas como rinoplastias.
Estatísticas oficiais não são divulgadas. Mas o jornal "Etemad" calcula que a média de operações chegue a 200 mil por ano, numa população de 75 milhões. O número de rinoplastias per capita é sete vezes maior do que nos EUA, que têm 317 milhões de habitantes, segundo estudo da Sociedade de Pesquisa Rinológica do Irã com a Universidade Johns Hopkins, em 2012.
Antes reservadas à elite, as cirurgias no nariz banalizaram-se nos últimos dez anos, depois de hospitais públicos passarem a oferecer o procedimento a preços menores.
Enquanto instituições estatais cobram US$ 350 por rinoplastia, algo próximo do salário mensal de uma secretária, a mesma operação pode sair por mais de US$ 1.500 em clínicas privadas.
A fartura de oferta, alardeada por anúncios na mídia, parece reforçar o fenômeno de massa. Algumas justificativas para operação parecem descabidas ao olhar externo.
A vendedora Hanieh, 23, foi operada para tentar curar uma depressão por ruptura amorosa. "Reduzi o nariz para melhorar meu astral", diz a moça, que acha "chique" andar com curativo.
Já a contadora Soad, 31, optou pela cirurgia ao saber que a sogra a achava "horrorosa" por ter nariz avantajado. Soad gostou da nova aparência, mas o namoro não durou.
Ambas tiveram operações traumáticas. "Após a cirurgia, vomitei tanto sangue que o chão da sala ficou vermelho. Acho que foi por causa da morfina que me deram por cima da anestesia", recorda Hanieh. Já Soad diz ter ficado com problemas respiratórios após a operação.
O chefe da Associação de Cirurgia Plástica do Irã, Abolhasan Emami, disse ao jornal "Asre Iran" que metade das rinoplastias são desnecessárias. Emami também alertou para a falta de regulamentação no setor.
Recente levantamento indicou que existem 5.000 médicos em Teerã que operam nariz, enquanto apenas 157 têm diploma de cirurgião.
É comum ver iranianas com o rosto deformado por cirurgias malfeitas, que deixam o nariz tão pequeno e empinado a ponto de lembrar as feições do cantor Michael Jackson no fim da vida.
VÉU ISLÂMICO
O sucesso das plásticas no nariz é atribuído ao fato de o rosto ser a única parte que as iranianas podem exibir em lugares públicos. Por lei, elas são obrigadas a cobrir corpo e cabelo para sair na rua, como manda o regime islâmico no poder desde 1979.
Para além das rinoplastias, iranianas usam maquiagem em quantidades e tons berrantes impensáveis para padrões ocidentais.
"[No Ocidente], a mulher pode mostrar sua beleza de várias formas. Mas aqui o corpo é coberto, e o rosto fica apertado entre contornos do véu, o que faz qualquer defeito saltar aos olhos", diz a publicitária Sahar, 31.
Ela diz lamentar a situação das funcionárias do Estado, impedidas até mesmo de se maquiar para trabalhar.
À importância da estética do rosto soma-se a suposta propensão das iranianas em competir pela beleza, segundo Hossein Hojjat, famoso cirurgião plástico do interior.
"Uma quer ser mais bonita que a outra. Tenho clientes de todas idades e meios, inclusive religiosas", afirma.
A tendência também prolifera entre homens, que já respondem por um terço das operações, segundo médicos.
O vendedor Hossein, 27, diz ter sido socialmente pressionado a reduzir seu nariz, que era "muito grande", segundo ele. "Nossa sociedade não é muito evoluída. Ter um problema de aparência traz complicações no dia a dia", diz.
O engenheiro Ahmed, 32, discorda. Mesmo conhecido pelo nariz proeminente, ele se recusa a acatar pedido da mãe para ser operado. "Me sinto bem como sou. Além disso, essas cirurgias quase nunca dão bom resultado."
Folha de São Paulo
Populares no Japão, bares com petiscos diferentes e muito saquê agitam SP
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Pode ficar no alto de um arranha-céu, só luxo e vidro, com vista para o concreto infinito de Tóquio. Pode ficar em um beco escuro embaixo de uma linha de trem, as garrafas balançando à passagem de cada vagão.
Pode parecer um restaurante, com mesas, menu moderno, garçons. Também pode não ter cadeiras, só quatro ou cinco clientes espremidos em pé, espaço para mais nada e uma velhinha atendendo aos fregueses de sempre.
Pode ter de tudo. Ou pode ser especializado em um tipo de comida. Pode ter uma extensa carta de saquês. Pode nem ter saquês, só destilados.
Nipo Botequins

No mundo da gastronomia, poucas palavras são tão democráticas e abrangentes quando izakaya (pronuncia-se izakayá). Em tradução aproximada, "lugar para beber saquê". Por extensão, simplesmente "lugar para beber". É o botequim japonês.
No Japão, os izakayas são onipresentes. Nas áreas residenciais, nos bairros loucos de néons e telões gigantes em super HD, nos prédios altíssimos, nos sobrados feios das regiões mais tranquilas.
Em torno das estações de metrô —e também dentro delas: a estação Shinbashi, no bairro de Ginza, tem um corredor infinito com um izakaya ao lado do outro, onde se bebe até cair sem que seja necessário sair à rua.
Em comum entre os vários estilos de izakayas no Japão, a boa oferta de bebidas, os pratos servidos em pequenas porções (como as tapas espanholas) e a ausência de sushi.
O bolinho de arroz com peixe cru pede uma estrutura própria, que os izakayas ortodoxos não têm condições de oferecer.
Nos últimos anos, o "conceito" de izakaya se espalhou pelo mundo. De Miami a Bancoc, de Los Angeles a Yangon (principal cidade de Mianmar): onde existe comunidade japonesa, lá estão os izakayas. Nos bairros nipônicos, nas Liberdades do planeta, eles são no esquema "old school". Nas áreas turísticas e/ou modernas, seguem linha mais contemporânea.
Alguns deles —heresia das heresias!— até servem sushi, o que no Japão seria inaceitável.
São Paulo, a maior cidade japonesa fora do Japão, tem uma razoável oferta de izakayas. Na tradicional Liberdade, na moderninha Vila Madalena, em Pinheiros (cada vez mais gastronômico) e no Jardim da Saúde, fora de rota gastronômica, mas de forte e histórica presença nipônica.
Não são lugares baratos, mas estão longe dos preços assustadores praticados pela gastronomia paulistana do século 21.
Começa aqui nossa jornada nipoetílica por São Paulo. Kanpai!
-
YAKITORI-YA
Missão impossível: encontrar um ocidental jantando aqui. Especializado em espetinhos de frango, o Yakitori-Ya, do chef Takaaki Yasumoto, atende principalmente a executivos e "salarymen" japoneses de passagem pelo Brasil, com suas indefectíveis calças pretas e camisas sociais brancas.
Espetos sempre saborosos de várias partes do frango —e também de quiabo e de shishito (uma pimenta japonesa)— são o destaque. Vale também tentar os oden (cozidos) de nabo e inhame. Tem um discreto balcão de sushis, que só pede quem não entende do riscado. Também serve cerveja, saquês, sochu e "nama-biru" (chope), bem comum no Japão.
Av. dos Carinás, 93, Indianópolis, região sul, tel. 5044-7809. 60 lugares. Seg. a sáb.: 12h às 14h30 e 18h às 23h. Dom.: 12h às 14h30 e 18h às 22h (fechado todo primeiro dom. do mês). Menu-executivo: R$ 29 a R$ 35 (almoço de seg. a dom.). Valet (R$ 20).
-
IZAKAYA ISSA
Melhor anfitriã da gastronomia paulistana, Margarida Haraguchi, a dona Margarida, deu vida a esse local que era um izakaya havia muitas décadas, mas que só a comunidade japonesa conhecia.
Prove os picles japoneses, peixes cozidos e grelhados, massas e também muitas coisas que não estão no cardápio, mas que a ultraconectada Margarida obtém diretamente do Japão e você só vai saber que há se perguntar a ela.
Quando um japonês se muda para São Paulo, logo vai ao Issa. É um jeito de começar a se enturmar na cidade, ao mesmo tempo em que se sente em casa. A Unesco deveria tombar esse lugar.
R. Br. de Iguape, 89, Liberdade, região central, tel. 3208-8819. 35 lugares. Seg. a sáb.: 18h30 às 23h30. Dom.: 18h às 23h. Preço: R$ 10 (cerveja Original - 600 ml). a r n w
-
MINI BUENO
Ao lado de um escritório de advocacia. Nenhuma placa. Na porta de vidro escuro, um adesivo orienta: "empurre". Faça isso, e você estará no Japão.
Da mesma turma do Bueno —que já foi um botequim na Liberdade e hoje é um respeitável restaurante na alameda Santos—, o Mini Bueno oferece as madrugadas mais japonesas de São Paulo.
Compõem o cardápio língua bovina grelhada, arroz com ovo, vegetais e pimenta coreana e muitas outras iguarias. A partir da meia-noite, japoneses certinhos perdem a linha, e transformam o pequeno izakaya em um ensurdecedor karaokê. Curiosidade: Kuroda-san, lutador de sumô e dono do pedaço, não curte saquê em izakaya. Serve só cerveja e destilados.
R. Batataes, 380A, Jardim Paulista, r. oeste, tel. 97235-3062. 36 lugares. Seg. a qui.: 19h às 2h. Sex. e sáb.: 19h às 3h. Preço: R$ 13 (cerveja em garrafa Original 600 ml)
-
KINTARO
Com a palavra, o amigo e jornalista Paulo César Martin, assíduo do lugar.
"Num corredorzinho, fica este 'izakaya família'. Dona Líria e seus filhos Wagner [Yoshi] e William [Taka], lutadores de sumô, servem cerveja bem gelada, saquês e sochus acompanhados de 'otoshis' (as pequenas porções japonesas).
Destaque para a inesquecível berinjela no missô. E também moela, trouxinha de alga e uma pequena concessão brasileira: coxinha frita na hora. Dona Líria fica sozinha na parte da manhã, quando o Kintarô tem ares mais orientais.
Os filhos chegam no começo da tarde e a coisa fica quente: a mãe vai para a cozinha fazer costelinhas de porco e o famoso chanko nabe, um calórioco ensopado japonês, favorito dos praticantes de sumô."
R. Tomás Gonzaga, 57, Liberdade, região central, tel. 3277-9124. 20 lugares. Seg. a qui.: 7h30 às 23h. Sex.: 7h30 às 24h. Sáb.: 7h30 às 21h. Preço: R$ 9 (Original - 600 ml).
-
QUITO QUITO
Visual improvável, localização improvável, donos improváveis, cardápio improvável. Parece uma temakeria da Barra da Tijuca. Fica na Vila Madalena (sem tradição oriental). Mas seus donos são um jovem casal de irmãos japoneses recém-imigrados. E a comida, ótima, é japonesa moderna, sem concessão ao paladar ocidental.
É um mistério por que o Quito Quito não é frequentado por mais "foodies" paulistanos adeptos de comida asiática. Talvez por ser fácil demais de achar. Nas mesas, jovens imigrantes são maioria —praticamente só se fala japonês.
Cavalinha grelhada no missô, sardinha enrolada com ameixa japonesa, conserva de polvo apimentada. A chef Kaori brilha muito na cozinha.
-
SANPÔ
No formato do mapa do Chile (estreito e comprido), esse é um típico izakaya de bairro japonês.
Cozinha simples, sem altas pretensões. O cardápio tem semelhanças com o do Izakaya Issa, onde trabalharam alguns dos donos.
A comida não é o foco, porque o Sanpô traduziu literalmente a palavra izakaya: é um lugar para beber saquê.
A oferta é extensa e, melhor ainda, uma das sócias estudou o tema no Japão. Sabe explicar as diferenças entre um "junmai ginjo" e um "junmai dai-ginjo" de um jeito agradável, sem afetação, e sem fritar a orelha do cliente com pomposidades sobre os graus de polimento do arroz e outras filigranas.
R. Fradique Coutinho, 166, Pinheiros, região oeste, s/tel. 30 lugares. Seg. a sáb.: 19h às 23h30. Preço: R$ 7,50 (cerveja Heineken - 300 ml). Reserva p/ sac.sanpo@gmail.com
-
JUJU
Não é propriamente um izakaya, por ser coreano, mas tem o mesmo espírito.
Por muito tempo, um enigmático coreano montava seu restaurante na raça, na garagem de uma farmácia.
Kassab limou. Mas agora o oriental e seu assistente Zé estão de volta ao bairro, em um quintal, entre uma boate e um karaokê.
Aqui, não são aceitos desvios pequeno-burgueses como: dizer boa noite, ter cardápio no idioma local, revelar os pratos do dia e limpar a sujeira dos clientes que já saíram.
Da grelha do irascível Zé, saem anchovas úmidas, lulas suculentas e uma costelinha de porco apimentada das melhores da cidade.
Av. Turmalina, 90, Aclimação, região central, s/tel. 20 lugares. Seg. a sáb.: 18h às 3h. Preço: R$ 10 (cerveja Original 600 ml).
-
IMAI
Totalmente fora do circuito gastronômico, no Jardim da Saúde, o Imai é frequentando praticamente só pela galera do bairro. Pena, porque a cozinha delicada deRonaldo Imai merece ser mais bem conhecida.
Não tem cardápio, só uma lousa na parede com os pratos do dia. Os nomes das comidas estão em japonês, mas escritos em caracteres ocidentais, o que facilita para quem tem alguma noção. Se você souber que "ika" é lula, "tako" é polvo e "natto" é soja fermentada, já é meio caminho andado.
Se Ronaldo não está (já aconteceu comigo), o atendimento e a comida sofrem.
R. Hipócrates, 139, Jardim da Saúde, tel. 5077-1629. 30 lugares. Ter. a sex.: 11h30 às 14h30 e 18h30 às 21h30. Sáb.: 11h30 às 15h e 18h30 às 21h30. Dom.: 11h30 às 15h. Preço: R$ 9 (Original - 600 ml).