sábado, 7 de novembro de 2009




JET

Vivencie o Japão trabalhando: JET Programme
JET Programme abre as inscrições a partir de 2 de dezembro de 2009.
Participe da palestra explicativa.

O Jet Programme é um programa do governo japonês que visa promover o enriquecimento do intercâmbio cultural, o ensino de línguas estrangeira e a mútua compreensão entre as nações.
Como funcionário público especial, jovens estrangeiros são contratados para atuar no Japão como coordenadores internacionais.
A função consiste principalmente em realizar palestras, organizar eventos, atuar como tradutor e intérprete.
Os requisitos básicos para pleitear o cargo são: nacionalidade brasileira, formação universitária e fluência na língua japonesa.

Palestra explicativa:1 de dezembro - terça-feira
Consulado Geral do Japão em SP
19 horas
cgjcultural4@arcstar.com.br

Arte nas Plantações de Arroz do Japão

Olhando para as fotos, ninguem consegue imaginar que se trata de uma imensa obra de arte ao ar livre.Com a chegada do verão algumas plantações de arroz no Japão ganham um colorido todo especial. A comunidade de agricultores de Inakadate, na província de Aomori é uma das mais conhecidas por produzir os trabalhos mais impressionantes desta combinação de arte e agricultura.Esse resultado é conseguido plantando mudas de folhas de cores diferentes que vistas a partir de uma certa altura, transformam-se em lindos quadros nas plantações de arroz.













































Beijok´s
Roberta

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1001 cupcakes

Quando era jovem estudante na escola internacional Aramco, na Arábia Saudita, Fabi Jaber, filho de refugiados palestinos, sempre preferia os cupcakes (bolinhos individuais decorados, semelhantes a muffins), brownies e biscoitos com gotas de chocolate de seus colegas americanos aos doces feitos por sua mãe, como knafehs, qatayefs e baclavás. Mas, em 2004, quando Jaber saboreou um cupcake com glacê de baunilha da padaria Magnolia, em Nova York, sua vida mudou. Ele abandonou seu emprego em marketing na multinacional Unilever e usou suas economias para matricular-se num curso de padaria e culinária no Instituto de Educação Culinária, em Manhattan. Depois de fazer um estágio na Billy's Bakery, em Nova York, Jaber estava pronto para dar o próximo passo. Em julho de 2007, em Amã, abriu a loja Sugar Daddy's, que levou a mania dos cupcakes para o Oriente Médio. As lojas de cupcakes já viraram presença tão constante quanto carrinhos de cachorro-quente em algumas cidades americanas e já se espalharam também para Roma, Istambul, Berlim, Seul e Sydney.
Agora, Jaber quer provar que nem mesmo o mundo árabe é imune a uma frivolidade tão ocidental. Membros da família real da Jordânia vão à loja usando jeans e camisetas e pedem cupcakes enquanto seus guarda-costas os aguardam do lado de fora. Dizem os boatos que até mesmo a rainha Rania é fã dos docinhos. Desde dezembro de 2008, a loja, que também vende cheesecakes e brownies, está instalada no bairro de alto padrão de Abdoun, que abriga embaixadas e restaurantes sofisticados. Jaber já abriu uma Sugar Daddy's em Beirute e outra em Dubai. A maioria de sua clientela (95% da qual é formada por mulheres, segundo sua estimativa) já conhecia os cupcakes por ter vivido ou estudado no exterior. Outras pessoas os conheciam do seriado "Sex and the City", que é exibido por emissoras via satélite.Nabil al Rabaa é sócio de Jaber na loja em Beirute, aberta no ano passado, e disse que, embora a maioria das freguesas já tivesse visto cupcakes antes, houve alguma confusão inicial. "Muitas pessoas diziam 'quero esse muffin e um daqueles'", ele contou. "Por favor! São cupcakes!"Kamal Mouzawak, que escreve sobre comida, disse que a rede de lojas atende ao gosto histórico da região por doces. "Também gostamos muito de sucessos importados e curtimos seguir modas alimentares", disse Mouzawak, que tem um fraco pelo cupcake de bolo de cenoura. A jornalista Dalila Mahdawi, 23, de Beirute, disse que os cupcakes são um símbolo de prestígio.

"Os árabes com dinheiro gostam de gastá-lo com artigos de luxo, e estes são artigos muito criativos e de apresentação primorosa", disse ela. Custando cerca de US$ 2 cada, os cupcakes são de fato um luxo no Líbano e na Jordânia, onde o PIB per capita anual é de respectivamente US$ 11,1 mil e US$ 5.000, segundo o "World Factbook" da agência de Inteligência americana. Os cupcakes conseguiram superar a divisão mais acirrada no Oriente Médio: três lojas on-line de cupcakes foram abertas no ano passado em Israel, todas em Tel Aviv.Jaber, que espera ampliar seu negócio ainda mais, insiste em que seu produto é imune ao antiamericanismo que grassa na região. "Esta sobremesa exerce atração universal", disse ele. "Sem falar que está na moda chegar a uma festa com uma caixa de cupcakes na mão."







MIZOGUCHI UTAMARO

Utamaro e suas Cinco Mulheres de Kenji Mizoguchi é um filme sobre a beleza feminina enquanto objeto pictórico. O pintor Utamaro Kitagawa (1753-1806), na sua busca pela beleza, persegue a feminilidade, a "essência da mulher", o que não deixa de ser uma incontornável metáfora do próprio ato criador, da causa da criação artística. No o filme, mostra-se um Utamaro virtuoso, rodeado de discípulos, um artista capaz, como nenhum outro, de acrescentar vida e movimento aos seus retratos femininos. Em contraste, as pinturas de outros artistas manifestam uma completa ausência de vida, ao ponto do que é representado merecer o adjetivo "monstruoso". Por isto, o talento de Utamaro traz-lhe alguns dissabores. Um pintor de uma escola de arte rival sente-se gravemente ofendido na sua honra e desafia Utamaro para um duelo de morte. Utamaro desloca a contenda para a pintura, triunfando uma vez mais através da sua arte. Mas se Utamaro não tem adversário na arte de pintar, já o objeto da sua pintura, o feminino, constitui para ele o grande desafio, uma procura sem fim, na qual ele não deixa de se mostrar desorientado com grandes hesitações. Na busca obstinada da essência do feminino, Utamaro chega mesmo a pintar uma imagem de mulher nas costas de uma modelo, para assim, honrar a beleza das costas desnudas e tentar desesperadamente fazer coincidir a representação com o representado. Numa outra ocasião, e na tentativa de aplacar o desejo do pintor pelo feminino, os amigos de Utamaro propõem-lhe observar secretamente o banho das mulheres de um senhor aristocrata.
O pintor japonês é agora confrontado com uma paleta de mulheres cortesãs muito belas. Aqui a câmara percorre com rapidez o harém como se tratasse de uma mera série de telas. Subitamente, a imagem se fixa em uma certa mulher, Oran, "a mais bela mulher do mundo", o que faz despertar o olhar de Utamaro, que acha ter encontrado finalmente o que sempre procurou ("A mulher"). O pintor pede a Oran que se deixe representar, que se disponha a ser a matéria da futura obra-prima. Muito entusiasmado, ele observa atentamente sua modelo para melhor captar as nuances deste corpo feminino. É muito interessante a caracterização do olhar masculino por parte de Mizoguchi. Um olhar quase onipresente e que fragmenta o seu objeto, indo do todo até os detalhes. Entretanto, o pintor é condenado por excesso de ousadia na execução das suas pinturas, permanecendo cinquenta dias com as mãos amarradas, o que só fará crescer o seu desejo de pintar, de se relançar na busca da beleza feminina.
Das cinco mulheres do pintor, é Okita quem lhe abre, de modo inesperado, o acesso à essência do feminino. Okita, que antes se interrogava sobre o amor, acabou por levar o seu amor até às últimas consequências, assassinando o companheiro que a abandonou, matando a sua rival e dispondo-se a ser punida pelo seu ato criminoso. Mais tarde, Okita relata ao pintor a devastação amorosa que a levou a consumar tal ato. Nas mulheres restantes de Utamaro, esta confissão tem um efeito revelador, elas choram de empatia, identificando-se com o destino trágico de Okita, com a desventura dela. As mulheres de Utamaro afirmam que finalmente os seus olhos se abriram. O que Okita demonstrou com o seu ato foi que é no amor sem concessões que reside a natureza da feminilidade. Okita, que não foi objeto de representação, é quem revela com o seu ato violento, a essência do feminino e, por consequência, a sua beleza. Utamaro já não precisa procurar mais, a ação de Okita acaba fazendo com que ele tenha acesso à natureza do feminino. Uma natureza indissociável da desolação amorosa de cada mulher. Em seu filme, Mizoguchi associa o amor com a voracidade que alimenta o ato criador. De agora em diante, Utamaro não terá mais hesitações e não cessará de pintar a beleza singular de cada mulher, uma por uma. O filme termina com uma sequência de alguns dos seus trabalhos mais belos.