sábado, 8 de maio de 2010

↕O↔JAPÃO↑ESTÁ↓AQUI←

Companhia Flutuante apresenta a performance de dança “O Japão está aqui?”, de 14 a 16 de maio, na Sala Crisantempo, dentro do projeto “Circulação e difusão da Companhia Flutuante nas regiões Norte, Centro-oeste e Sudeste”, prêmio Funarte Dança Klauss Vianna 2009.
No domingo, dia 16, haverá mostra de video “Corpo em Movimento” e uma conversa com o público após a apresentação
A performance de dança “O Japão está aqui? será apresentada na Sala Crisantempo,
de 14 a 16 de maio, em 4 sessões.
Criada em 2008 pela Companhia Flutuante/Letícia Sekito “O Japão está aqui?” faz parte de uma trilogia de solos na qual Sekito pesquisa a construção da imagem do Japão no Brasil, ao mesmo tempo que aborda a sua relação autobiográfica com o universo cultural japonês.
A performance de dança foi criada especialmente para a exposição “Tokyogaqui”, a convite da curadora Christine Greiner, no contexto da comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, com apoio da Fundação Japão/São Paulo.
Ficha técnica
Concepção, criação e performance: Letícia Sekito
Trilha Sonora Original: Dudu Tsuda
Iluminação: Ligia Chaim
Vídeo arte: Kika Nicolela
Figurino: Nossa Senhora da Pouca Roupa/Cláudia Schapira
Preparação vocal: Sandra Ximenez
Patrocinio: FUNARTE DANÇA KLAUSS VIANNA 2009
Apoio Cultural: Cantina e Restaurante da Conchetta, Sala Crisantempo
Agradecimentos: Cristina Salmistraro, Christine Greiner, Jo Takahashi, Lado B Digital Filmes,
Pizzicato Five (pela inspiração), Wilson Aguiar
Duração: 35 minutos
Censura livre
No domingo, dia 16, às 18h, será exibida a mostra de vídeo “Corpo em Movimento”,
que retrata o o repertório da Companhia, realizada pela vídeo artista Kika Nicolela. Serão exibidos “A/través” (2003), “Flux” (2004) e “Disseram que eu era japonesa” (2004), com mediação da performer, mídia artista e produtora Cynthia Domenico.
Serviço:
“O Japão está aqui?”
De 14 a 16 de maio de 2010
Horários:
Sexta espetáculo às 20h30
Sábado: espetáculo `as 19h
Domingo :
diferentes atividades
18h: Mostra de vídeo “Corpo em Movimento”
19h: espetáculo com conversa com publico ao final.
Censura Livre
Duração: 35 minutos
Preço: R$ 10,00 (R$ 5,00 meia estudantes, idosos e alunos da Sala Crisantempo)
Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo
Local: Sala Crisantempo
Rua Fidalga, 521 – Vila Madalena
Tel: 3819.2287
http://www.salacrisantempo.com.br/
http://companhiaflutuante.blogspot.com/

TV CULTURA, SEGUNDA A SEXTA, 20:00

03 de maio - segunda-feira
A câmera microscópica
No primeiro programa, o público conhece o avanço da medicina por meio da tecnologia em A História Interna – A Câmera Microscópica Revolucionária. Trata-se da criação da gastrocâmera, aparelho que revolucionou a tecnologia médica no mundo inteiro. O feito se deu nos anos 40, quando um médico japonês e uma equipe técnica se uniram para tornar realidade o sonho de examinar o corpo humano por dentro e detectar, nos primeiros estágios, o câncer de estômago, que à época, era uma das principais causas de morte.
04 de maio - terça-feira
Batalha pela alma de Honda
Neste episódio, veremos como os engenheiros da montadora de veículos conseguiram desenvolver um motor menos poluentes que o dos outros fabricantes.
05 de maio - quarta-feira
A primeira aspiração de um bebê - Um berço para vidas preciosas
Hoje em dia, os cuidados neonatais no Japão estão entre os melhores do mundo. Em 1000 partos, 998 bebês sobrevivem no primeiro ano. O Japão é o país mais seguro para se dar à luz. Mas há 40 anos, o parto apresentava um risco considerável para a mãe e para o bebê. Dois médicos e uma parteira abriram um hospital em Kobe especializado em cuidados neonatais. Essa é a história inspiradora de médicos que, procurando salvar vidas pequeninas, foram os pioneiros dos cuidados neonatais no Japão.
06 de maio - quinta-feira
Made in Japan - O legado da Sony
Antes do Rádio Transistor, o fluxo de energia nos circuitos elétricos dos aparelhos de rádio eram direcionados com válvulas - componentes grandes que acendiam como lâmpadas, dentro dos rádios. Com os transístores, os aparelhos puderam diminuir de tamanho, até caberem em um bolso, e ganharam muito mais qualidade. Este episódio de Projeto X - Os Inovadores mostra quem são os homens que levaram esta descoberta ao mundo, mais de cinquenta anos atrás.
07 de maio - sexta-feira
Uma longa ponte
Com 13,1 km de extensão, a ponte Seto-Ohaishi liga as cidades de Okayama e Kagawa. Sua travessia demora cerca de 20 minutos de carro ou trem. O programa mostra como foi a construção desta ponte, que levou dez anos para ser erguida.
10 de maio - segunda-feira
Radar do fuji - Uma grande obra num local muito alto
O dia 15 de agosto de 1964 foi muito importante para a história da observação meteorológica, pois foi instalado um sistema de radar meteorológico gigantesco no alto do Monte Fuji, o pico mais elevado do Japão. Esta é a história dos homens que se dedicaram à construção do maior sistema de radar meteorológico do mundo, um empreendimento que parecia impossível.
11 de maio - terça-feira
Um por todos, todos por um - Um jogador de rugby lendário e os rebeldes
Há 20 anos, a Escola Técnica Fushimi de Kyoto desenvolveu rapidamente uma equipe de rugby, que se tornou campeã nacional. O treinador, um ex-jogador de rugby da All Japan, uniu a escola numa equipe quando a rebelião e o vandalismo estavam no auge e a escola era uma das mais indisciplinadas de Kyoto. Da derrota até se tornar a melhor escola de ensino secundário, essa história conta como em um ano um enérgico professor de rugby enfrenta seus alunos rebeldes.
12 de maio - quarta-feira
A torre de Tóquio
A Torre de Tóquio foi concluída depois de 15 meses miraculosos de construção em grande velocidade e era então a mais alta torre de TV no mundo. 4.000 toneladas de vigas de aço foram parafusadas precisamente, numa altura estonteante. O projeto tornou-se possível devido a um grupo de jovens contrutores ambiciosos. Dois deles planejavam casar-se quando a torre ficasse pronta.
13 de maio - quinta-feira
Display de sonho - LCD perfeito
Hoje em dia, celulares e computadores móveis estão se tornando muito comuns. A enorme tecnologia de informações tem o suporte da tecnologia revolucionária criada no Japão, o LCD, o display de cristal líquido. Um engenheiro da Sharp Electronics quis desenvolver essa tecnologia nova. Embora tivesse autorização, o apoio que recebeu não foi muito grande, porque a estrela da companhia, na época, era o projeto da calculadora eletrônica. Esta é a história de um grupo de técnicos que arriscou suas carreiras para desenvolver um produto no qual acreditavam.
14 de maio - sexta-feira
O túnel Seikan - 24 anos embaixo do mar
O túnel Seikan, o maior túnel submarino do mundo, liga o Cabo Tappi, na extremidade norte de Honshu, a Yoshioka, em Hokkaido. Sua construção, que durou 24 anos, começou no início de 1964, com um túnel-piloto perfurado por uma equipe de engenheiros ferroviários e especialistas na construção de túneis. Esta é a história do entusiasmo e da angústia dos homens que arriscaram sua vida na longa luta para construir um túnel submarino, sempre conscientes dos seus colegas engenheiros que faleceram nesse período.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Cultura Supler Flat", de Takashiii Murakami

"Cultura Supler Flat", de Takashiii Murakami
De acordo com o artista Takashi Mukarami, “O futuro do mundo, poderia ser como o Japão é agora Superflat.” O manifesto Superflat de Murakami deu um nome para as tendências mais influêntes na arte japonesa de hoje.
A teoria de Murakami Superflat tenta explicar como a sociedade japonesa tornou-se mais “Supler Flat, superficial”. Ele garante que, após a Segunda Guerra Mundial, o Japão ficou traumatizada e passou a negar o seu passado, perdendo grande parte de sua identidade e abraçando a determinados aspectos da cultura dos Estados Unidos, como desenhos animados. Isto é como o fenômeno Otaku, o nome dado aos fãs de mangá, no contexto em que o proprio Murakami nasceu. Este fascínio, na juventude, bem como os adultos, para os desenhos animados e fanshi guzz—a partir do Inglês “bens de fantasia” - tornou-se um fenômeno tão grande que tem sido estudado por filólogos e sociólogos. Esta tendência é o retorno deliberado à inocência da infância e representa uma negação do presente social.
A atração para o infantil, os quadrinhos, a estética pop, a inclusão de personagens ficcionais, uma espécie de fetichismo sexual, e acima de tudo estético, bi-dimensionalidade, são a base da teoria Superflat, uma característica que herda tanto o trabalho precoce da animação e pintura tradicional japonesa. É surpreendente que Murakami é muitas vezes caracterizado como um dos artistas mais comerciais da história, enquanto ele dá uma olhada critica a sociedade consumista de entretenimento infantil. Se Andy Warhol usava latas de sopa Campbell em seu trabalho artístico, Murakami não é apenas inspirada por objetos populares, mas ele também fabrica e vende-os. Da mesma forma que um pintor tradicional enche a tela com cores, Murakami parece encher o mundo com seus objetos, gravuras, esculturas, vídeos animados, com curadoria de exposições, bonecas de edição limitada, camisetas, chocolates, chicletes, chaveiros, papéis de parede, telefones celulares, jogos Monopoly ( Banco imobiliario) ... ou mesmo com uma edição limitada de Louis Vuitton. Tudo a partir de sua própria fábrica, Kaikai Kiki, que tem 50 funcionários em seu escritório de Nova York, bem como representando cinco jovens artistas.
A tendência Super-flat inclui nomes como Takashi Murakami, Yoshitomo Nara (Hiroshaki, 1959) Aya Takano (Saitama, 1976), Chiho Aoshima (Tóquio, 1974), Erina Matsui (Okayama, 1984), Tomoko Sawada (Kobe, 1977) e Kohei Nawa (Osaka, 1975). Nara não desenvolveu uma máquina de merchandising tão avançado como Murakami, seu trabalho é menos superficial e menos industrial, e ela se define como punk.
A nova geração de artistas ligados à Superflat, nascidos em 1970 tem maior liberdade, presente na técnicas que utilizam. E Murakami e Nara continua a serem os pais espirituais do movimento que representa um Japão ainda em busca de sua identidade e imerso em uma cultura pop ligado ao mundo da infância.
1. Tradução livre de André Luiz de Oliveira Teobaldo
2.Takashi Murakami: Super Flat Cultural;
3.Site: http://www.picassomio.com/search.html?query=murakami&type=artwork

terça-feira, 4 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010


ENCONTROS DO CEO

7/5, SALA 500C, 13:00
Sua história de amor teve tantas reviravoltas que poderia ter sido imaginada por um roteirista de Bollywood. Ela é indiana, ele é paquistanês. Ambos são astros do esporte em seus países. Consagrada melhor tenista indiana, Sania Mirza está longe de ser conformista. “Não são as garotas sensatas e bem criadas que fazem a História”, ostentava ela em sua camiseta há alguns meses. Em fevereiro, eis que ela anuncia seu casamento com Shoaib Malik, ex-capitão de críquete do Paquistão, relutantemente: “Acho que vamos nos casar. Mas não veja aqui nenhuma afirmação política”. São sempre duas famílias que se unem em um casamento, dizem na Índia. Com a notícia do casamento de Sania Mirza e Shoaib Malik, alguns temem que a índia e o Paquistão, dois irmãos inimigos, façam juras de amor e fidelidade. “Sania deixará de ser indiana. Se seu coração fosse indiano, não bateria por um paquistanês”, diz Bal Thackeray, uma figura do extremismo hindu. Manifestantes saíram às ruas da Índia e queimaram uma imagem da tenista.
No entanto, muitos filmes de Bollywood retrataram casais indo-paquistaneses. “Mas o homem é sempre indiano, e a mulher paquistanesa. Duvido que esses filmes possam ter o mesmo sucesso com os gêneros invertidos”, escreveu Amber Rahim Shamsi em um blog do jornal paquistanês “Dawn”. Esse era só o começo da história. Alguns dias depois da chegada de Shoaib Malik a Hyderabad, no início de abril, a polícia confiscou seu passaporte: uma outra indiana, Ayesha Siddiqui, alegava ser a esposa do jogador de críquete e acabara de prestar queixa.
A polêmica cresceu. As cadeias de televisão só falavam desse escândalo. Ayesha Siddiqui explicou que havia se casado por telefone com Shoaib Malik. Este último contesta a validade do casamento, já que ele nunca a havia encontrado, e além disso alegava ter sido enganado por fotos adulteradas.
No final o jovem atleta paquistanês foi obrigado a reconhecer o tal casamento... para poder se divorciar e se casar novamente. Shoaib Malik e Sania Mirza se uniram, para o bem ou para o mal, na segunda-feira (12). O presidente da Federação de Tênis do Paquistão, Dilawar Abbas, espera que um dia Sania Mirza jogue pelo seu país, pois “na Ásia as mulheres costumam seguir o marido”. No entanto o casal ainda não anunciou onde irá viver. Provavelmente em território neutro, como em Dubai.
“Para quê procurar um marido no Paquistão, sendo que há mais de um bilhão deles na Índia?”, se pergunta Pramod Muthalik, outro líder extremista hindu. Certamente porque nos filmes de Bollywood, as histórias de amor mais bonitas são sempre complicadas. Ainda mais que o amor de Sania Mirza tem um preço. O dos patrocinadores, que não renovaram seus contratos.