sábado, 30 de agosto de 2014

Park Yeon-mi era parte da geração do mercado negro na Coreia do Norte
--a geração que cresceu em meio ao florescimento do comércio ilegal no
país, isolado e apegado ao segredo.
A despeito da adesão oficial do país aos princípios comunistas, os
norte-coreanos vêm demonstrando mais e mais lealdade extraoficial ao
capitalismo.
Para Park, que escapou com sua família da Coreia do Norte em 2007, não
foi apenas a exposição ao comércio desimpedido que abriu seus olhos aos
limites da vida em seu país de origem. Foram os filmes estrangeiros, e
acima de tudo uma cópia pirata de "Titanic", épico hollywoodiano de
1997.
Quando tinha nove anos, Park se viu forçada a assistir à execução da mãe
de uma colega de classe. O crime pelo qual ela foi sentenciada?
Emprestar um filme sul-coreano a um amigo. Os moradores da sua cidade
foram forçados a comparecer a um grande estádio para testemunhar a
punição.
"Ela foi morta diante de nós", diz Park, 20. "Eu estava em pé ao lado de sua filha --toda a minha escola teve de comparecer".
Park agora vive em Seul, onde trabalha para o instituto de pesquisa
Freedom Factory, e sua tarefa é ajudar a conscientizar o público sobre
as dificuldades enfrentadas pelos compatriotas que ela teve de deixar
para trás.
Na Coreia do Norte, assistir ou ouvir mídia estrangeira é considerado
crime contra o Estado, passível de trabalhos forçados, prisão e até
morte. A despeito disso, a popularidade dos filmes e programas de TV
internacionais --contrabandeados para o país em pendrives e CDs e
vendidos no mercado negro --não para de crescer.
"Existem níveis diferentes de punição", disse Park. "Se você for
apanhado com um filme russo ou de Bollywood [Índia], é enviado para a
prisão por três anos, mas se o filme for sul-coreano ou americano, você é
executado".
A despeito dos riscos, Park e seus amigos não desistiram dos filmes que lhes ofereciam "uma janela para o mundo".
"Meus filmes favoritos eram Titanic', James Bond e Uma Linda Mulher' ""
as pessoas contrabandeavam cópias piratas da China", ela contou ao
"Guardian" por Skype, de Seul.
Park lembra que o preço de um DVD era equivalente ao de 2 kg de arroz, e
por isso sua família e vizinhos trocavam os filmes comprados.
"Todo mundo tinha tanta fome que não podíamos bancar muitos DVDs", ela
disse. "Por isso, se eu tinha Branca de Neve e um amigo tinha James
Bond, nós trocávamos".
Estudos demonstram que acesso à mídia estrangeira solapa o controle do Estado em diversos níveis.
Um recente relatório produzido pela InterMedia a pedido do Departamento
de Estado dos Estados Unidos constatou que "elevar o acesso direto à
mídia vem acompanhado por crescente disposição da parte dos
norte-coreanos a compartilhar informações com as pessoas em quem
confiam", afirma o documento.
Quase 15 anos depois do início da "invasão" japonesa, o mercado de
histórias em quadrinhos no Brasil hoje está completamente miscigenado.
Nas bancas, livrarias e nos estandes da Bienal do Livro de São Paulo,
que chega ao fim neste domingo (31), os mangás aparecem em pé de
igualdade com os tradicionais gibis de super-heróis ou mesmo clássicos
brasileiros como a Turma da Mônica.
"O mangá está cada vez mais
presente na vida do leitor", afirma Luciene Araújo, representante da
editora Panini, que lança no Brasil os quadrinhos de heróis da Marvel e
da DC e também HQs japonesas como "Naruto" e "Berserk". A editora
aproveitou a Bienal para apresentar aos fãs o lançamento "Pokémon: Black
& White", que há anos era aguardado pelos leitores em território
nacional. Em poucos dias, as revistas esgotaram no estande da Panini.
Na tenda da Comix, uma das principais lojas dedicada aos quadrinhos em
São Paulo, os mangás já representam 50% dos títulos comercializados,
afirma o diretor comercial Ricardo Rodrigues. "O público jovem parece
ter mais vontade de assimilá-lo", argumenta Rodrigues. "A 'Turma da
Mônica Jovem' tem uma procura tremenda, muito maior do que pela 'Turma
da Mônica' clássica", exemplifica Rodrigues, citando a versão atualizada
dos personagens de Mauricio de Sousa, feita no estilo dos quadrinhos
japoneses, e publicada pela mesma Panini há seis anos. Há também versões
em mangá para heróis americanos como Batman e até para o romance
"Helena", de Machado de Assis.
Versões da "Turma da Mônica" e do clássico de Machado de Assis "Helena" feitas no estilo mangá
Um dos segredos para o crescimento e consolidação do mangá no Brasil,
aliás, é justamente a variedade de propostas disponíveis atualmente no
mercado - são mais de 40 títulos novos em bancas por mês. "Existem
mangás shounens (para meninos), seinens (para jovens adultos, que
cresceu muito nos últimos dois anos), shoujos (para meninas) e até yaois
(para meninas, mas que têm relacionamentos afetivos entre garotos). É
mais fácil o leitor encontrar um mangá direcionado para sua idade agora
do que em 2000", explica Marcelo Del Greco, editor da Nova Sampa, outra
casa que aposta no segmento.
Muitos desses leitores são de
gerações que começaram a se interessar por animes e quadrinhos japoneses
após os sucessos televisivos de séries como "Os Cavaleiros do Zodíaco" e
o próprio "Pokémon", nos anos 90. Isso criou uma situação favorável
para que novas editoras surgissem e para que antigas casas olhassem para
o segmento.
Mais recentemente, com a explosão do gênero no
mundo e a consequente exposição de animes (os desenhos animados
japoneses) na internet, o mercado cresceu ainda mais, preenchendo uma
"demanda reprimida", explica Cassius Medauar, editor da JBC, que
participará de uma conversa sobre o tema com o jornalista e autor do
livro "300 Mangás", nesta sexta-feira, às 19h, na Bienal.
Para Medauar, a presença do mangá hoje é tamanha que se torna difícil
dizer exatamente o que é o "quadrinho tradicional". "Se a referência for
só a quadrinhos de 'heróis', dá para dizer que hoje há um empate
técnico. Mas acho que não se deve comparar, e sim lembrar que, no fim,
tudo são histórias em quadrinhos. O importante é o mercado se fortalecer
como um todo", defende o editor no Brasil de títulos como "Sailor
Moon", "Rurouni Kenshin" e "Soul Eater".
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Folha de São Paulo
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Mapa de Exército da China incorpora áreas em disputa
Publicação inclui regiões marítimas do sul do país e provoca protestos da Índia e de outros quatro vizinhos
Incidente eleva alerta na Ásia, já preocupada com a expansão militar de Pequim e a corrida armamentista na região
Incidente eleva alerta na Ásia, já preocupada com a expansão militar de Pequim e a corrida armamentista na região
MARCELO NINIO DE PEQUIM
A notícia de que o Exército da China está distribuindo a seus soldados
uma nova versão do mapa do país, com traçado mais amplo das fronteiras
nacionais, intensificou o alerta nos países vizinhos.
A publicação do mapa, que foi revisado depois de 30 anos, foi anunciada
em julho pelo jornal oficial do Exército da Libertação Popular.
Segundo militares, esta versão é "mais precisa" e já teve mais de 15 milhões de cópias entregues até 9 de julho.
Poucos dias depois, a principal agência de notícias da Índia (PTI, sigla
em inglês) publicou reportagem dizendo que o novo mapa incorpora áreas
de fronteira em disputa com outros países.
O artigo foi reproduzido pela imprensa indiana. A repercussão provocou
mal-estar e levou Nova Déli a emitir um protesto contra Pequim.
Em encontro à margem da cúpula do grupo Brics em Fortaleza, em julho, o
primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, enfatizou ao presidente
chinês, Xi Jinping, a necessidade de resolver a crise.
China e Índia têm uma fronteira comum de mais de 4.000 quilômetros.
Disputas territoriais que já levaram a uma guerra, em 1962, continuam
sendo motivo de tensão entre os dois países mais populosos do mundo.
O potencial politicamente explosivo dos mapas chineses já havia se manifestado em outras ocasiões.
Em novembro passado, Japão, Taiwan e Coreia do Sul declararam sua
irritação com a criação de uma zona de defesa aérea, que incorporava
territórios disputados no mar do Leste da China.
Há dois meses, foi a vez de uma editora de Hunan, província na região
central da China, divulgar um mapa em que inclui o Estado indiano de
Arunachal Pradesh no território chinês e outras dez ilhas no mar do Sul
da China.
Trata-se de uma expansão em relação à controvertida "linha de nove
traços", que demarca as reivindicações marítimas chinesas. Feita em
1947, é usada como base para a política territorial adotada por Pequim.
Ricas em recursos naturais, as águas reivindicadas pela China são
disputadas com pelo menos quatro vizinhos: Vietnã, Filipinas, Brunei e
Malásia.
Em maio, as tensões entre China e Vietnã aumentaram depois que uma
empresa estatal chinesa instalou uma plataforma de petróleo em águas que
estão sob disputa.
Após várias escaramuças no mar, protestos violentos no Vietnã deixaram
pelo menos três chineses mortos e causaram prejuízos a centenas de
empresas chinesas.
Nesta semana, o governo vietnamita enviou uma delegação para tentar reduzir as tensões entre os dois países comunistas.
Outro motivo de preocupação dos vizinhos é o aumento da força militar
chinesa. No ano passado, o país lançou seu primeiro porta-aviões e, em
janeiro, testou mísseis nucleares, abrindo caminho para uma corrida
armamentista no Extremo Oriente.
Além dos chineses, o Japão e a Coreia do Sul também ampliaram seu gasto
militar para proteger suas áreas marítimas. No caso japonês, foi a maior
modernização e expansão desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
PUC-SP, 01/09, 16:00, SALA 100A
O
Centro de Estudos Orientais do Programa de Estudos Pós-Graduados em
Comunicação e Semiótica convida a todos para a palestra do professor
José A. Sanchez, a ser proferida dia 01 de setembro às 16 horas.
Tras las sucesivas crisis de la representación que jalonaron el siglo XX y que dieron lugar a importantes transformaciones en la literatura, el pensamiento y las artes, el siglo XXI arrancó con la necesidad de repensar este concepto, si bien ahora la prioridad se sitúa en la esfera social y política. Una ética de la representación puede parecer algo contradictorio, ya que la ética opera en el ámbito de la práctica, y no de la representación. Pero ¿puede la representación tener una función práctica? Habrá que distinguir en primer lugar la ética de la moral. Habrá que distinguir los distintos conceptos que coinciden en el término representación. Y se propondrá pensar sobre las preguntas éticas que plantean algunas representaciones (estéticas y políticas) contemporáneas. En la conferencia se comentarán obras de Kiarostami, Jordá, Liddel y Mroué, entre otros. Y se discutirán conceptos propuestos por Virno, Spivak, Rancière y Alba Rico.
Tras las sucesivas crisis de la representación que jalonaron el siglo XX y que dieron lugar a importantes transformaciones en la literatura, el pensamiento y las artes, el siglo XXI arrancó con la necesidad de repensar este concepto, si bien ahora la prioridad se sitúa en la esfera social y política. Una ética de la representación puede parecer algo contradictorio, ya que la ética opera en el ámbito de la práctica, y no de la representación. Pero ¿puede la representación tener una función práctica? Habrá que distinguir en primer lugar la ética de la moral. Habrá que distinguir los distintos conceptos que coinciden en el término representación. Y se propondrá pensar sobre las preguntas éticas que plantean algunas representaciones (estéticas y políticas) contemporáneas. En la conferencia se comentarán obras de Kiarostami, Jordá, Liddel y Mroué, entre otros. Y se discutirán conceptos propuestos por Virno, Spivak, Rancière y Alba Rico.
José A. Sánchez es docente y autor de libros sobre práctica artística
contemporánea en el ámbito de la literatura, las artes escénicas y el
cine. Doctor en filosofía y catedrático de historia del arte en la Universidad
de Castilla-La Mancha. Miembro fundador de Artea.
Um grupo de atrizes pornô japonesas anunciou nesta
segunda-feira (25) que participarão no próximo fim de semana de um
evento de caridade contra a aids no qual durante 24 horas convidarão
seus fãs a apertar seus seios.
As nove atrizes afirmaram em
declarações à televisão local que estavam emocionadas por participar
deste ato, que pode ser traduzido como "Seios e Ajuda" e que forma parte
da campanha "Stop! Aids", mas pediram que seus fãs sejam suaves.
"Estou impaciente por ver muitas pessoas brincarem com meus seios",
declarou Rina Serina ao jornal Tokyo Sports. "Mas agradeceria se, por
favor, fossem delicados", acrescentou.
O evento será transmitido
em um canal para adultos da televisão a cabo. Em troca de poder tocar
seus seios, os fãs farão uma doação à campanha contra a aids.
"Nunca pensei que meus seios poderiam fornecer algo à sociedade", disse Serina.
Sua companheira de profissão, Iku Sakuragi, também não demonstrava apreensão por ser tocada por centenas de pessoas.
"É por uma causa benéfica", declarou a mulher de 21 anos. "Aperte, doe dinheiro, sejamos felizes".
Esta maratona peculiar de 24 horas começará às 20h locais do próximo
sábado (8h em Brasília) e é apoiada pela fundação japonesa de prevenção
contra a aids.
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