segunda-feira, 29 de junho de 2009

Gundam


Japão - 5h10 - Uma versão de 18 metros do robô Gundam foi instalada no parque de Shiohama, em Tóquio. O herói da famosa série animada de anime foi feito como parte do 30° aniversário de uma TV e para apoiar a candidatura da capital japonesa nas Olimpíadas de 2016.
Bjok´s, Roberta.

sábado, 27 de junho de 2009

introdução Bodies of Memory

A introdução de Bodies of Memory começa explicando porque a capa é uma pintura de Ôgai Yataro, que representa um jovem piloto japonês em 1944, morto dois anos depois de turbeculose. A pintura de Ôgai, assim como aconteceu com outros pintores, era uma peça bastante deteriorada, uma vez que havia ficado deteriorada pelo fato de ter sido estocada durante meio século, sem qualquer cuidado. Apenas em 1997 ela foi restaurada para fazer parte do acervo do Museu Mugonkan. Igarashi escolhe esta imagem porque ela representa, a seu ver, o que aconteceu com o corpo japonês neste período do pós-guerra. Uma imagem que está desaparecendo mas insiste em se manter presente, este seria o seu apelo.
O projeto do livro é examinar as condições materiais e discursivas do Japão do pós-guerra para produção histórica e da memória. O Museu Mugonkan que seria uma espécie de Museu Emudecido, foi criado por Kuboshima Sei’ ichirô e lá estão os trabalhos de jovens artistas que morreram depois da guerra. São materiais que nunca foram mostrados ao público até então, como cartas, diários, e outros objetos guardados pelas famílias, Kuboshima chegou a escrever um livro que conta a história do museu (Mugokan e no tabi). Igarashi considera este exemplo importante para discutir a natureza contraditória do passado em uma presença que é presença, mas ao mesmo tempo ausência.
Kuboshima admite que para montar este museu foi fundamental o encontro com Nomiyama, um artistas que foi recrutado durante a guerra mas acabou adoecendo e voltou. Muitos de seus colegas morreram e ele decidiu visitar as famílias destes amigos. Foi aí que surgiu um livro Inori no gashû e a idéia de criar o museu. No entanto, deprimido com tudo que havia visto, Nomiyama acabou abandonando o projeto.
Kuboshima, por sua vez, também tinha uma vida complexa. Por conta da guerra seus pais adotivos perderam a sapataria que tinham em Tóquio. A crise financeira o fez buscar os pais biológicos com a esperança de que esses estivessem em melhores condições de ajuda-lo. Por fim, descobriu o pai, Minakami Tsutomu que era um escritor importante.
Igarashi reconhece nesta história outra característica importante do pós-guerra. A preferência por esquecer o passado e substituí-lo por um material mais saudável, tanto no que se refere ao sucesso econômico, quanto a lembranças menos doloridas.
A despeito de todas essas questões que envolviam os problemas existenciais de Kuboshima, o seu museu ajudou a dar um sentido ao presente penoso do pós-guerra. Marcando o processo de esquecimento, a coleção de arte do Mugonkan estimulou a todos os seus visitantes a um processo de lembrança, dando sentido ao que parecia necessário à sociedade japonesa do pós-guerra. Aos poucos, ele decidiu ampliar ainda mais as obras do museu, não mais restringindo aos ex-formados do Tokyo College of Arts cujas famílias disponibilizaram os materiais, mas buscou também estabelecer contato com familiares de outros artistas de fora do Japão que morreram em guerras com colônias japonesas.
O livro de Igarashi segue esta trilha do museu mas vai muito alem, prestando atenção nas estratégias narrativas que promoveram uma descontinuidade e ao explicar a perda, expressaram e reprimiriam simultaneamente esta perda. Tratava-se de algo familiar para todos que viveram os 25 anos seguintes à guerra no Japão.
Igarashi se interessa também pelos modos como a realidade do dia a dia reconstitui uma identidade nova e não apenas o discurso político já desgastado. Por isso opta por fazer leituras de experiências diversas como a literatura, o rádio, filmes, eventos esportivos, TV e textos de autores consagrados como Ôe Kenzaburo e Maruyama Masao, uma vez que estes discutiram discursos de hibridação no Japão.
Há muitas questões políticas envolvidas. O reconhecimento da perda da guerra para os japoneses era uma contrapartida para garantir a paz e, evidentemente, a hegemonia estadunidense.
O primeiro capítulo discute as mudanças radicais de entendimento do corpo no Japão que deixava de ser um modelo estável como o do kokutai (corpo nacional) e inefável (corpo do imperador). O segundo, foca nos sentidos corporais após o colapso do regime da guerra, discutindo a situação ambígua de liberação de certos paradigmas da cultura japonesa e, ao mesmo tempo, a nova posição de submissão ao regime regulatório estadunidense. Neste momento, Igarashi aprofunda algumas leituras de Maruyama Masao e apresenta a chamada literatura da carne de Tamura Taijirô. O terceiro capítulo mostra como o Japão sempre teve uma identidade híbrida, questionando o mito da singularidade japonesa (Japanese Uniqueness) que havia se tornado objeto de uma espécie de apologia durante muitas décadas. Discute-se a obra dos escritores Kojima Nobuo e Ôe Kenzaburo.
O quarto capítulo fala dos corpos monstruosos na cultura de massa japonesa como metáfora do pós-guerra, exemplificando através de Godzilla. O quinto capítulo relata o fenômeno da Olimpíada de Tóquio, os grandes investimentos que giraram em torno deste evento tendo como finalidade mudar a imagem do corpo, mais uma vez, apostando no corpo saudável. O quinto capítulo salienta os modos como as imagens corporais aparecem nas obras de Nosaka Akiyuki e Mishima. A metáfora do desmembramento parece recorrente.
Em todo livro não se trata, portanto, de restaurar experiências originais da guerra, mas de propor leituras daquilo que ficou faltando, através da análise das várias camadas de narrativas de significação do período pós-guerra.

terça-feira, 16 de junho de 2009

E EU DISSE:


O solo de dança “E eu disse: ”, da Companhia Flutuante, dá prosseguimento à pesquisa sobre as relações entre cultura e corpo, iniciada no solo "Disseram que eu era japonesa" (2004), em especial sobre as possibilidades de reconstruir e reinventar identidades transitórias do corpo. Diretora e dançarina da Companhia Flutuante, Leticia Sekito trabalha com improvisação, criação coreográfica e performance. Fez sua formação no C.E.M - Centro em Movimento, Lisboa (90-96). Tem interesse na relação entre corpo e cultura na dança, como nas criações para solo Disseram que eu era japonesa (CCBB, 2004), Eu disse: (Rumos Dança Itaú Cultural, 2007) e O Japão está aqui? (Exposição Tokyogaqui, 2008). Em Abril de 2008 fez uma residência artística no Japão com artista suiça-japonesa Heidi S. Durning em Kyoto e dançou também em Kobe e Osaka. Tem parcerias com a dançarina Luciana Bortoletto, a video-artista Kika Nicolela, o sonoplasta Jorge Peña, os músicos Camilo Carrara e Natalia Mallo, o fotógrafo Gil Grossi e os iluminadores André Boll e Ligia Chaim. Desde 2004, recebe apoio cultural da Fundação Japão para dar continuidade ao seu processo artístico. Trabalhou no Estúdio Nova Dança de 1997 a 2006, fez parte da Cia Nada Dança, do diretor Maurício Paoli Vieira e foi co-fundadora da Cia 2 Nova Dança, da diretora Adriana Grechi.

Ficha Técnica: Companhia Flutuante. Direção, dança, cenário, figurino e adereços: Letícia Sekito. Iluminação: André Boll (criação) e Ligia Chaim (operação). Música original: Natalia Mallo. Vídeo: Kika Nicolela. Preparação Corporal: Ivan Okuyama Sensei. Preparação Vocal: Sandra Ximenez. Vozes em off: Ching C. Wang, Jorge Peña, Laurence Leclercq, Libia Harumi S. de Freitas, Neca Zarvos e Simona Mariotto. Apoio Cultural: Sala Crisantempo, Dilema Studio, Lado B Digital Filmes. Produção: Letícia Sekito e Priscila Jorge. Realização: SESC São Paulo. Co-realização: Fundação Japão SP. Apoio: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo - Programa de Ação Cultural - 2008.

Dia 18 de junho, quinta-feira, `as 19h, Workshop de dança "Corpo, imagem e ação". Com orientação da diretora e dançarina Letícia Sekito, da Companhia Flutuante. Workshop sobre o processo de criação do espetáculo "E Eu disse:" com foco nas estratégias para improvisação em cena. Destinado a estudantes e profissionais das artes do corpo (dança, teatro e performance) e pessoas com experiência em atividades corporais. Faixa etária: a partir de 15 anosGratuito.

Dia 19 de junho, sexta-feira, `as 21h. Apresentação "E Eu Disse:". Conversa entre público e a artista, com mediação da Profa. Dra. Christine Greiner.

Mais informações: SESC Santos.

18 de junho, workshop (19h - 22h) - sala 32 / gratuito.

19 de junho, espetáculo, 21h.

LOCAL: Rua Conselheiro Ribas, 136 - AparecidaTel: (13) 3278-9800.

Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC (em todas as unidades da rede).

Espetáculo - R$ 4,00; R$ 2,00 (usuário matriculado, aposentados e estudantes com carteirinha); R$ 1,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes).

Duração: 50 minutos. Recomendável para maiores de 7 anos. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Pelo menos uma pessoa morreu nesta segunda-feira (15) no oeste de Teerã num confronto entre eleitores do candidato opositor iraniano Mir Hussein Mousavi e integrantes da milícia islâmica Basij (milícia paramilitar que desempenha papel de "guardiães" dos ideais do regime islâmico), durante manifestação em protesto às supostas fraudes nas eleições presidenciais do Irã. Segundo testemunhas ouvidas pela agência de notícias Efe, vários milicianos abriram fogo contra um grupo de manifestantes pró-Mousavi. Um fotógrafo da agência de notícias AP também relatou que uma pessoa havia sido morta e que várias outras estariam gravemente feridas na Praça da Liberdade, em Teerã. "Houve alguns tiros esporádicos lá... Eu vi pessoas correndo", disse um repórter de televisão. Por causa das supostas irregularidades nas eleições, Teerã vive uma onde de protestos há três dias. Nesta segunda-feira (15), milhares de oposicionistas voltaram a tomar as ruas da capital Teerã para protestar contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na eleição de sexta-feira passada. Muitos dos manifestantes vestiam alguma peça de cor verde, símbolo da campanha de Mousavi. Eles tomaram a Praça da Liberdade, na maior manifestação desde o final das eleições de sexta-feira. Mousavi participava da manifestação a bordo de um carro junto com o candidato reformador Mehdi Karubi. Ele disse estar disposto a "participar novamente de uma eleição presidencial".
Estudantes relataram que a Universidade de Teerã se transformou num dos maiores focos de tensão da capital do Irã nesta segunda-feira. O iraniano Parham D. relatou que as imediações da universidade - um tradicional ponto de encontro de intelectuais e reformistas iranianos - estão cercadas por forças de segurança, e que muitas lojas e bancos estão fechados por medo de mais violência. "Eu estou do lado de fora e outros estudantes vieram me falar que há vários manifestantes presos em um dos campus. A polícia não deixa eles saírem para evitar que se juntem a outros manifestantes", disse Parham.Parham acrescentou que o maior medo por parte das pessoas é a polícia secreta. O porta-voz do Conselho dos Guardiães, Ali Kadjodai, confirmou nesta segunda-feira (15) que, "a partir de amanhã", o órgão examinará as cartas em que dois dos candidatos à Presidência do Irã denunciam fraudes e falhas nas eleições de sexta-feira.Segundo o Conselho, as cartas foram entregues ontem (14), e o processo de análise deve durar de "sete a dez dias". "A lei permite aos candidatos um prazo de três dias para protestar. Portanto, os candidatos têm tempo até o fim do horário comercial de hoje para apresentar suas reclamações", disse Kadjodai, ouvido pela televisão local. O porta-voz, no entanto, afirmou que o Conselho dos Guardiães só aceitará as queixas que estiverem bem documentadas e que possam ser processadas. "Por exemplo, um dos candidatos reclamou dos debates (na televisão), pelos quais não somos responsáveis. Porém, trataremos da questão das cédulas e da presença de representantes dos candidatos nos colégios eleitorais", acrescentou.
O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei ordenou que o Conselho Guardião examine as alegações do candidato da oposição Mir Hossein Mousavi, que afirma que houve fraude nas eleições que deram vitória ao atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. A decisão representa uma reviravolta, já que Khamenei, a figura mais poderosa do país, havia anteriormente parabenizado Ahmadinejad pelo resultado obtido nas eleições.Mousavi escreveu no domingo um apelo para o Conselho dos Guardiães, denunciando irregularidades na votação e também se reuniu com Khamenei. Os ministros das Relações Exteriores da UE pediram nesta segunda-feira ao Irã que investigue o processo eleitoral e lamentaram o uso da força contra manifestantes pacíficos, que questionavam o resultados. Ahmadinejad, reeleito com aproximadamente 62% dos votos, já negou a fraude e comparou a insatisfação dos eleitores com a que os torcedores sentem quando seu time de futebol perde um jogo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009



As HQs digitais eróticas protagonizadas por Savita Bhabhi, a primeira estrela pornô dos quadrinhos indianos, estão causando alvoroço na Índia, país onde a pornografia é ilegal. Publicada em inglês e mais dez dialetos hindus, Savita Bhabhi vem sendo acusada pelos conservadores de deturpação dos valores morais e de incentivo a práticas obscenas entre os jovens. Uma recente aventura, na qual a personagem - casada e mãe de família - faz sexo com Amitabh Bachchan, ator de Bollywood (a Hollywood indiana), reuniu em protestos os artistas da indústria cinematográfica. Algumas cidades do país conseguiram banir o acesso ao site da publicação. "Criamos Savita Bhabhi para mostrar que as mulheres indianas também têm desejo sexual. A Índia é um país onde a sexualidade é reprimida", disse o desenhista da série, que mora nos Estados Unidos e se apresenta como Deshmukh, sugerindo ainda que a personagem está fazendo uma espécie de revolução social. Há poucos dias, uma nova polêmica engrossou o caldo das discussões quando a modelo e cantora indiana Nilanti Narain, famosa e admirada em seu país, posou para fotos sensuais inspiradas na mulher devassa dos quadrinhos online. Clique aqui para ler gratuitamente, em inglês, as aventuras eróticas de Savita Bhabhi.
















Após três décadas sem cinema - desde que a atividade foi proibida nos anos 70 - o público da capital saudita, Riad, teve pela primeira vez a oportunidade de assistir a uma obra na tela grande. O filme em cartaz foi uma produção nacional intitulada Menahi - uma comédia sobre um beduíno ingênuo que se muda para a cidade grande. Alguns religiosos radicais tentaram afugentar a audiência e interromper a exibição. Nenhuma mulher teve autorização de assistir ao filme na capital, embora algumas tivessem podido ver a obra - sob restrições - em outras cidades. O país começou a abrir espaço para as artes desde que o rei Abdullah chegou ao trono em 2005. Mas foram necessários cinco meses para que os produtores do filme conseguissem permissão do governo para exibir a obra em Riad, em um centro cultural dirigido pelo governo. Houve pouca publicidade antecipadamente. Os cinemas públicos foram fechados na Arábia Saudita na década de 70, quando líderes profundamente conservadores temiam que eles levassem a um ambiente misto - com homens e mulheres - e minassem os valores islâmicos. Desde então, houve pouca diversão pública, exceto corridas de cavalos e camelos e festivais celebrando a cultura tradicional saudita. Mulheres O filme foi produzido pela companhia Rotana, de propriedade do príncipe saudita bilionário Alwaleed bin Talal. A companhia exibiu anteriormente o filme em várias outras cidades sauditas, inclusive Jedá e Taif. Em algumas as mulheres puderam assistir ao filme em recintos separados dos homens. Mas a prática islâmica é mais rigorosa em Riad. O filme vem sendo exibido em Riad desde sexta-feira no Centro Cultural Rei Fahd, onde duas sessões diárias são realizadas com lotação quase total. As salas têm capacidade para cerca de 300 pessoas. No sábado, um grupo de homens conservadores se concentrou diante do centro, tentando dissuadir os espectadores de ver o filme. Mas a maioria ignorou os apelos e entrou na fila para comprar refrigerantes e pipoca, aguardando uma oportunidade de posar com os astros do filme. O príncipe Alwaleed, sobrinho do rei Abdullah, disse que acredita que os cinemas acabarão abrindo na Arábia Saudita. No ano passado, o reino realizou seu primeiro festival de cinema nacional.