terça-feira, 27 de maio de 2014


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Lembra daquela vez que o Japão teve uma ideia maluca de construir uma parede gigante de gelo para conter os vazamentos de água radioativa da usina de Fukushima? Bem, eles conseguiram apoio, e vão colocar a ideia em prática. De verdade.
Após examinar os planos da Tokyo Eletric Power Co (TEPCO) para construir uma parede de gelo gigante, o órgão regulador de energia nuclear japonês aprovou a construção da barreira. Técnicas parecidas já foram usadas no passado, mas nunca com a mesma escala como neste projeto proposto para Fukushima. Falando ao PhysOrg, um representante anônimo explicou que:
Tínhamos algumas preocupações, incluindo a possibilidade de parte do chão afundar. Mas não houve grandes objeções ao projeto na reunião, e concluímos que a TEPCO pode seguir em frente ao menos com parte do projeto proposto após passar por alguns procedimentos necessários.
Em junho, engenheiros construirão o muro de 1,5km que deve estancar o fluxo da água radioativa. Já explicamos como isso funcionará:
A ideia é posicionar canos verticais com cerca de um metro de distância entre 20 e 40 metros no chão e bombear água refrigerada por eles. Isso efetivamente criaria uma barreira de gelo ao redor das instalações afetadas, mantendo a água contaminada dentro e a subterrânea fora.
Apesar do fato do projeto ter sido aprovado, a TEPCO deve ter que rever outras partes do projeto conforme ele progride. Há ainda alguma preocupação que a parede de gelo possa afetar a infraestrutura existente, o que significa que ela deve ser cuidadosamente monitorada conforme o projeto avança.

Velvet 005 (2014)

A polícia japonesa investiga o caso de uma enfermeira cujo cadáver foi enviado de Osaka para Tóquio por um serviço de entrega expressa. 
O corpo de Rika Okada, de 29 anos, percorreu cerca de 400 quilômetros e foi descoberto em uma caixa de papelão de dois metros. No formulário de entrega, o conteúdo da encomenda foi descrito como sendo uma 'boneca'.
A caixa estava dentro de um contêiner alugado — espaços muito usados por japoneses como garagem ou depósito — na cidade de Hachioji, subúrbio da capital japonesa.
Mas a 'encomenda' foi entregue primeiramente em um apartamento, alugado em nome de uma brasileira, cuja identidade não foi divulgada pela polícia.
Os investigadores suspeitam que a jovem e uma chinesa possam estar envolvidas em um possível assassinato de Rika. As duas viajaram no começo deste mês para Xangai, na China, e não retornaram ao país.
A brasileira se entregou nesta terça-feira (27) ao Consulado Geral do Japão em Xangai. A polícia do Japão havia solicitado sua extradição porque ela teria viajado com um passaporte japonês falso, informou a Fuji TV.
Além do documento, a polícia suspeita que a brasileira tenha utilizado os cartões de crédito de Rika. O valor total dos gastos passa de US$ 10 mil (mais de R$ 22 mil).
A empresa transportadora disse que o pacote foi enviado de Osaka em nome de Rika.
Segundo divulgou a polícia, o depósito onde estava o corpo foi alugado também em nome da japonesa morta e pago com o cartão de crédito dela.
Os investigadores descobriram mais de uma dezena de perfurações em seu corpo, possivelmente feitas com uma faca, mas não encontrou ferimentos defensivos nos braços, segundo a imprensa local.
O caso teve início com o desaparecimento da enfermeira, há dois meses. No dia 21 de março, ela não apareceu mais ao hospital onde trabalhava.
A mãe também não conseguiu entrar mais em contato com sua filha, mas só resolveu procurá-la agora, dois meses depois. Quando foi ao apartamento onde Rika morava sozinha, em Osaka, encontrou manchas de sangue.
Pouco antes do desaparecimento, ela tinha escrito em sua página no Facebook que estava indo se encontrar com uma amiga que não via havia muitos anos.
A brasileira e a japonesa teriam estudado juntas em um colégio de Osaka. Pelo teor da mensagem postada na rede social, Rika estava ansiosa e contente pelo reencontro.
Segundo o jornal Sankei, o pai da brasileira disse que a filha saiu de casa depois de uma briga, há três anos, e nunca mais entrou em contato. "Eu nem sabia que ela estava morando em Tóquio", declarou ao jornal.

CECÍLIA QUE MANDOU:


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O Grupo de Pesquisa: Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais – MIDCID,
do Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, realiza o
Colóquio Geografias da Comunicação: imagens sensíveis,
organizado pelo Prof. Dr. Paulo Celso da Silva (Coordenador) e pelo Prof. Dr. Wilton Garcia.

Comunicação e Geografia constituem duas áreas de conhecimentos que se imbricam e, consequentemente, criam uma subárea denominada
Geografias da Comunicação. O desafio é reconhecer a emergência de um pensamento contemporâneo, capaz de eleger tal perspectiva, inclusive com a cultura digital.

Este evento objetiva debater sobre o diálogo entre comunicação, cultura e geografia. Trata-se de uma abordagem, eminentemente, interdisciplinar
para investigar a (re)dimensão e o impacto de ambiente, arquitetura, ciberespaço, cidade inteligente, espaço midiático, globalização, lugar, paisagem, transnacional, entre outros caminhos possíveis e inimagináveis.

Para este evento, foram convidados dois nomes relevantes:
a Profa. Dra. Rosalina Burgos (UFSCAR), que debaterá a Urbis inteligente: espacialidades e
o Prof. Dr. Manoel Fernandes de Sousa Neto (USP), que falará sobre Pensamento Geográfico: visualidades.

Na oportunidade, haverá o lançamento da Revista Tríade, n° 3, com o Dossiê Geografias da Comunicação.

Local: Auditório da Biblioteca Aluísio de Almeida
Data: 4 de junho de 2014
Horário: 9h30 às 11h
http://comculturauniso.wordpress.com/
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0b/Artist%E2%80%99s_Impression_of_a_Baby_Star_Still_Surrounded_by_a_Protoplanetary_Disc.jpg





www.youtube.com/watch?v=jSoBlwRep9M

domingo, 18 de maio de 2014

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Folha de São Paulo
Domingo 18 de maio de 2014
Trabalho sujo
Índia ainda tem 1,3 milhão de catadores de excrementos, responsáveis por limpar as fezes de 15 milhões de pessoas
PATRÍCIA CAMPOS MELLOENVIADA ESPECIAL A FARRUKH NAGAR (ÍNDIA)
Quando completou 13 anos, a indiana Sudhira, 60, se casou em seu vilarejo. De sua sogra, recebeu uma "herança" em vida: uma cesta de bambu, uma pá, uma vassoura e 60 casas para limpar. A partir daquele momento, o emprego de Sudhira seria limpar o excremento das pessoas do vilarejo, todos os dias. "Da primeira vez que tive de tirar o cocô com a mãos, o cheiro era tão horrível, que eu vomitei", contou à Folha.
Quarenta e sete anos depois, Sudhira continua limpando excrementos. Acorda às 7h e começa sua ronda. Na primeira casa, vai até o fundo do terreno, onde fica o "banheiro" --um buraco raso no chão, cercado por uma parede baixa de tijolos.
Cheira muito mal. Em meio a uma nuvem de moscas, Sudhira se agacha, retira os excrementos com uma pá, que segura na mão sem luva. Junta um pouco de folhas, terra e cinzas e põe em cima das fezes. Recolhe esse bolo de excrementos com a pá e põe na cesta que leva sobre a cabeça. Às vezes, escorre.
Sudhira recebe 20 rúpias (US$ 0,30) e um pão roti de cada casa. Limpa quatro latrinas por dia e, em outras 10 casas, retira o lixo e os excrementos de animais. Ninguém encosta em Sudhira, porque ela é considerada "poluída".
Há 1,3 milhão de pessoas na Índia que são "catadores de excrementos" como Sudhira. Elas pertencem a uma casta de intocáveis.
Neste país que é uma potência e já mandou um foguete para Marte, cerca de 600 milhões de pessoas fazem suas necessidades ao ar livre, no mato. Outras 15 milhões usam as chamadas "latrinas secas", que nada mais são do que buracos no chão usados por toda a família para fazer suas necessidades. São limpos por pessoas da casta dos intocáveis, os dalits. As mulheres são 98% dos catadores de excrementos.
Andando pelo vilarejo com a catadora Saraswati, 45, vê-se lixo por toda parte, amontoado em pilhas altas, com porcos e vacas "pastando" nos detritos. É lá que ela joga os excrementos que recolheu na bacia que leva na cabeça. Não há coleta de lixo.
Segundo dados do Banco Mundial, uma em cada dez mortes da Índia se deve à falta de saneamento básico --ou seja, cerca de 780 mil indianos por ano.
Em junho de 2011, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, disse que a atividade de catar excrementos manualmente era "uma das maiores manchas no processo de desenvolvimento da Índia" e prometeu eliminar a prática até o fim daquele ano.
O governo já aprovou duas leis que proíbem esse tipo de trabalho, em 1993 e 2013, mas os avanços são lentos.
"O governo deveria aumentar a fiscalização e impor punições mais severas para quem empregar catadores de excrementos", disse Bezwada Wilson, coordenador do SKA, um movimento nacional para a erradicação da coleta manual de excrementos.
VERGONHA
O maior empregador de catadores de excrementos da Índia é o sistema ferroviário.
São 178 mil vagões de trens, cada um com quatro banheiros. Não existe nenhum tratamento. A pessoa faz suas necessidades, e os excrementos caem sobre os trilhos. O catador de excrementos limpa.
"Meu irmão trabalhou nas ferrovias da Índia limpando cocô por 18 anos; ele tinha vergonha, dizia para a mulher dele que trabalhava nas minas de ouro", conta Wilson.
"As ferrovias indianas são o maior esgoto a céu aberto do mundo", admite Jairam Ramesh, ministro do Desenvolvimento Rural da Índia. "Todos os trens comprados agora vêm equipados com banheiros químicos e estamos adaptando os antigos, mas leva tempo", diz.
O governo dá 10 mil rúpias (US$ 200) para famílias construírem privadas com fossa. Segundo Ramesh, foram construídos 6 milhões de privadas de 2013 para cá.
Trata-se de uma questão de segurança também. Segundo levantamento do Estado indiano de Bihar, 400 mulheres teriam escapado de ser estupradas em 2012 se houvesse privadas nas casas. Isso porque cerca de 40% dos estupros ocorreram quando as mulheres iam para o mato fazer suas necessidades.
Mas não basta melhorar o saneamento básico para eliminar a coleta manual de excrementos. É preciso treinar os catadores para que eles possam ter outra atividade.
A Sulabh International, por exemplo, ensina 400 catadoras de excrementos do Rajastão e Uttar Pradesh a costurar, fazer bolsas, tapetes e bordados, além de lhes dar uma ajuda financeira.
"Quando comecei a trabalhar com os intocáveis, 40 anos atrás, foi uma revolução; na minha família, quem encostava em dalit tinha que tomar urina de vaca para se purificar", diz o fundador da Sulabh, Bindeshwar Pathak.
Ele é um brahma, casta mais alta da Índia, e desenvolveu um vaso sanitário com fossa que pode ser construído por US$ 30. Mantém, ainda, um museu da privada em Nova Déli.
Usha Chaumar, 35, foi "libertada" em 2003, quando se juntou ao programa. Hoje faz roupas para vender. "Agora pessoas de casta superior me chamam para conversar e até pegam na minha mão", disse ela, que catava excrementos desde os 7 anos. Mas o preconceito ainda está lá.
"As pessoas nunca vão contratar balmikis [casta inferior] para limpar a casa delas ou lhes fazer comida; por isso, nós damos treinamento", diz Wilson.
"O sistema de castas está lá, e se espera que eles cumpram esse que seria seu "karma" na vida: limpar a merda dos outros", afirma.


Folha de São Paulo
Domingo 18 de maio de 2014
Artista retrata jovens árabes em Israel
Fotógrafo judeu registra adolescentes na idade em que a distância entre os povos do Oriente Médio se acentua
Em ensaio, Natan Dvir quer mostrar as tensões e o abismo existentes entre esses dois grupos que ocupam o país
DIOGO BERCITODE JERUSALÉM
Um jovem árabe olha, de dentro de seus 18 anos, para a lente do fotógrafo. Registrado em um clique, ele agora observa o espectador da coleção de fotos "Eighteen" (dezoito), expostas pelo artista israelense Natan Dvir, 41.
As imagens parecem capturar, entre diversos elementos, a desconfiança e o atrito entre fotógrafo e fotografado. Dvir é judeu, e seus personagens, árabes, o que os coloca em meio a um antigo conflito pela posse do território hoje sob o controle de Israel.
"É óbvio que há tensão", se irrita Dvir, em entrevista à Folha. Ele acha que é desnecessário explicar por que há atrito "na natureza da nossa relação". "Eu sou judeu e eles são árabes", resmunga.
O Estado de Israel foi criado em 1948 e, desde então, está em conflito com as populações árabes no Oriente Médio. O país travou guerras violentas com os vizinhos Egito, Jordânia, Síria e Líbano e ocupa a Cisjordânia até hoje com seu aparato militar.
O governo israelense enfrenta, na população árabe que permaneceu dentro de suas fronteiras como cidadã, um desafio social e demográfico, enquanto luta para definir em termos legais que Israel é um "Estado judeu".
Parte da proposta de Dvir, quando entrou na vida de jovens árabes para retratá-los, era trabalhar com essa tensão. Ele também quis conhecê-los mais a fundo, já que a infância no país não lhes garantiu proximidade, em meio ao conflito e à separação no país. "Meu projeto é sobre o respeito pela cultura deles."
Apesar das histórias de convivência entre árabes e judeus, em Israel, ambas as populações vivem em contextos distintos e, na prática, pouco interagem. "Eu tive contato com árabes, quando era jovem, mas não conhecia seus valores", afirma Dvir.
O projeto "Eighteen" é, assim, a maneira que o fotógrafo encontrou de construir um mundo em comum entre a sua cultura e aquela de seus colegas de cidadania, os árabes. Dvir diz acreditar que, se ele foi capaz de fazê-lo, outros israelenses também poderão.
O fotógrafo conta que "alguns dos árabes fotografados estavam muito amigáveis depois do processo". Foram 64 personagens registrados entre 2009 e 2010. Cada um levou, em média, metade de um dia para as fotos.
Todos eles foram fotografados aos 18 anos, a partir da ideia de que essa é a idade em que a separação entre judeus e árabes é mais acentuada, em Israel. Judeus são alistados, mas a maioria dos árabes não participa do serviço militar obrigatório ali.
Assim, as imagens de Dvir registram a falha tectônica entre esses dois grupos. Apesar de ambos serem cidadãos em Israel, eles vivem culturas diferentes. E a distância, afirma o fotógrafo, cresce.
"Esta geração de árabes tem mais orgulho de suas raízes palestinas", diz Dvir. "E os jovens judeus estão se tornando mais radicais, com parte deles acreditando que os árabes-israelenses deveriam ser privados de seus direitos como cidadãos."

quinta-feira, 15 de maio de 2014


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http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/melhores-faculdades/cursos-online-de-graca-nas-melhores-universidades-do-brasil/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_guiadoestudante

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Desde que Hong Kong foi devolvida pelos britânicos à China em 1997, os 7 milhões de habitantes do território estão livres para governar a si mesmos com relativa pouca interferência de Pequim. Essa liberdade agora está ameaçada, a frustração com Pequim está aumentando e a possibilidade de violência está crescendo.
Apesar da mão de Pequim poder ser sentida em muitas áreas, sua crescente interferência na política local é o que mais incomoda. O governo central prometeu aos habitantes de Hong Kong que poderiam eleger diretamente seu líder em 2017, mas ainda não aprovou um processo para indicação dos candidatos. Pequim parece querer candidatos selecionados por um comitê pró-Pequim, arruinando assim as esperanças de uma escolha eleitoral real.
Consequentemente, a população de Hong Kong está protestando contra o governo central com mais frequência, segmentos do campo pró-democracia estão se tornando mais radicalizados e a paciência de Pequim está se esgotando. Nesse clima, confrontos físicos entre a população e a polícia são mais prováveis.
Caso estoure a violência, a China teria uma desculpa para repressão em Hong Kong, o que seria um imenso passo para trás para a população e à próspera economia do território –assim como um sinal ominoso de como a China pretende usar sua influência no mundo à medida que prossegue seu crescimento econômico.
Pequim e seus aliados locais devem dar à população de Hong Kong mais espaços para participação política –ou a tensão continuará crescendo. Igualmente importante, o crescente número de hong-konguianos que parecem dispostos a confrontar Pequim, mesmo que isso signifique recorrer a choques físicos com a polícia local, deve redirecionar suas energias para protestos pacíficos.
Um grupo de ativistas está planejando para este ano aquela que promete ser uma manifestação em grande escala pelo sufrágio universal genuíno. Conhecida como "Ocupe a Central", o protesto visa paralisar o centro financeiro da cidade por meio de uma manifestação sentada não violenta. Segundo uma pesquisa do Projeto de Transição de Hong Kong, dois entre cinco hong-konguianos, apesar dos temores de violência e prejuízos econômicos, dizem apoiar o Ocupe a Central. A maioria dessas pessoas tem menos de 30 anos.

Mas com o crescente número de hong-konguianos, especialmente os jovens, não dispostos a fazer concessões na questão de como indicar candidatos para a eleição de 2017 –Pequim quer aprovar os candidatos, os democratas querem que a população indique os candidatos– a manifestação pode muito bem se tornar violenta.
As raízes da frustração em Hong Kong são mais profundas do que o conflito com Pequim pelo sufrágio universal. Fatores econômicos e uso dos recursos de Hong Kong pelos chineses continentais alimentam o descontentamento no território há anos. Pequim não precisa fazer muito para tornar explosiva uma situação já tensa.
A desigualdade entre ricos e pobres cresceu nos últimos 20 anos, liderada pelo preço crescente dos imóveis residenciais. Os chineses continentais e seu dinheiro pressionaram uma alta de preços em Hong Kong; ao mesmo tempo, os salários locais permanecem relativamente baixos e as oportunidades são escassas. Enquanto isso, milhões de turistas do continente vêm a Hong Kong para fazer compras, sobrecarregando a infraestrutura e lotando as ruas. Além da compra de itens de luxo e livros proibidos no continente, eles limpam as prateleiras de alimentos que têm certeza que são genuínos e seguros.
Por exemplo, a demanda é tamanha por leite em pó para bebê pelos chineses do continente que o governo de Hong Kong restringiu a venda para assegurar que os bebês hong-konguianos tivessem o suficiente para comer. O leite em pó não está mais disponível em prateleiras abertas; ele fica apenas em expositores trancados.
O atual chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, tentou tratar de algumas das questões econômicas que estão alimentando a radicalização. Ele precisa acelerar esses programas e agir nos pontos de conflito com os chineses continentais.
Leung tentou reduzir o conflito em torno da falta de imóveis residenciais a preço acessível destinando imóveis apenas para hong-konguianos e aumentando os impostos sobre a compra de imóveis. Os preços caíram ligeiramente, mas o governo também poderia vender alguns imóveis públicos a preços baixos para reduzir o descontentamento.
O chefe do Executivo também deveria anunciar que não concorrerá a um segundo mandato em 2017. Isso mostraria que ele está agindo de boa fé para encontrar um sistema justo para a eleição sem buscar favorecer seu próprio futuro.
Essas ações poderiam aliviar parte das tensões. Mas no final, Pequim precisa solucionar o desejo de Hong Kong de um sufrágio universal.
Pequim faria bem em continuar falando sobre concessões na questão da indicação dos candidatos. Se o governo central puder estabelecer um tom moderado para os procedimentos em 2017, como o governo local está tentando fazer ("Vamos conversar e chegar ao sufrágio universal", é o título de um trabalho para a consulta pública), ele se sairá melhor na batalha pela opinião pública. Os radicais de Hong Kong poderiam cair no ostracismo e os democratas locais moderados ganhariam espaço.
A forma como Pequim lidará com as crescentes frustrações de Hong Kong será um teste das intenções da China e de sua postura diante de um modo de vida mais livre. Se os líderes da China matarem a reforma política de Hong Kong, eles dificilmente a permitirão no continente tão cedo. E dificilmente promoverão e protegerão esses valores ao continuarem substituindo os Estados Unidos como poder dominante na Ásia.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Yayoi Kusama: Obsessão Infinita


No instituto Thomie Othake, obras da artista japonesa  Yayoi Kusuama entre 1949 e 2012 são expostas, traçando um panorama reflexivo e de desenvolvimento de sua carreira, ilustrando a capacidade de renovação nas diferentes fases de sua pintura e nas suas composições de gravura e escultura.
Quando: 21 de maio a 27 de junho de 2014
Onde: Instituto Thomie Othake -  R. Coropé, 88 – Pinheiros
Quanto: Mais informações em breve
Mais informações: http://www.institutotomieohtake.org.br/


A decisão de um casal chinês de deixar seu filho urinar na rua em abril em Hong Kong foi motivo de uma briga, gravada em vídeo.
Isso gerou uma comoção nas redes sociais que se transformou em uma batalha relativa a uma questão maior: a ex-colônia britânica teria sido agora colonizada pela China?
A pergunta é justificada porque Pequim tenta impor seu controle político sobre o território, que recebe cada vez mais chineses com dinheiro e suas maneiras diferentes.
A partir do vídeo, foi desencadeado um debate sobre o domínio do território por Pequim e a lealdade de Hong Kong, justamente quando a China analisa se dá mais autonomia para que o território escolha seus líderes. Manifestantes se preparam para atuar caso a China não afrouxe seu punho de ferro.
Nas imagens, os pais da criança confrontando um homem que filmou com seu telefone celular a criança urinando.
Após a mãe ser acusada de tentar roubar o telefone do homem, chineses do continente inicialmente o acusaram de perversão por filmar a criança. Depois, alegaram que os moradores de Hong Kong não têm patriotismo e tratam mal os chineses cujo dinheiro impulsiona a economia do território.
"Eu aposto que esse pessoal orgulhoso de Hong Kong, que se indigna com o domínio da China, adoraria lamber as botas do Reino Unido, e também beijar a mão da rainha", escreveu um comentarista em resposta a um texto sobre as tensões postado no blog Sinosphere, do "New York Times".
Mas a insatisfação com a administração do território por Pequim está aumentando, sobretudo entre adultos jovens.
Um estudo recente mostrou que 80% dos entrevistados com idades entre 21 e 29 anos disseram estar insatisfeitos, e a maioria se identifica mais com Hong Kong do que com a China.
Chineses ricos do continente -estimulados pela ausência de impostos sobre vendas em Hong Kong e pela valorização da moeda em longo prazo- são acusados de aumentar demais os valores de imóveis.
Eles também são apontados como culpados pela inflação disseminada em Hong Kong, onde o salário mínimo é de cerca de US$ 4 por hora (R$ 8,88), mas os preços de mantimentos comuns são parecidos com os praticados em Nova York.
Com as tensões já altas, os ânimos continuam exaltados. Vídeos e fotos mostram comportamentos questionáveis, enquanto páginas como "Flagre o Chinês" despertam comentários jocosos e agressivos. Por sua vez, o governo chinês divulgou diretrizes sobre como se comportar no exterior.
No mês passado, um protesto contra o comportamento dos chineses atraiu 30 pessoas que imitaram o ato da criança e fi convocada uma contramanifestação de pessoas que pretendiam urinar na rua.
"A lei proíbe urinar em público", disse Ko Wing-man, secretário de Alimentos e Saúde. "Não estou criticando qualquer nacionalidade. A lei será implementada equitativamente."

domingo, 11 de maio de 2014

CHINATOWN CHRISTINE



Wave and Smile

Enquanto dezenas de milhares de elefantes são abatidos na África para suprir a alta demanda chinesa por marfim, talvez o melhor lugar para um elefante estar seja aqui, nas florestas tropicais no sudoeste da China.
Nas últimas duas décadas, o número de elefantes asiáticos na província de Yunnan quase dobrou, para cerca de 300, graças a programas alimentares financiados pelo governo, à maior conscientização ambiental e a uma rígida lei de proteção.
Desde 1995, quando quatro pessoas foram executadas por matar um elefante, poucos elefantes domésticos foram caçados, segundo a mídia estatal, e nenhum foi abatido na década passada.
"Os elefantes estão se dando bem aqui, pois contam com proteção e fartura de alimentos", disse Chang Zongbo, funcionário da administração florestal. A maior ameaça para eles é a perda do habitat.
Com as florestas de Yunnan rapidamente dando lugar a seringais e outros cultivos, a cerca de meia dúzia de famílias de elefantes do país tem ficado isolada em reservas sem interligação. A impossibilidade de cruzar com outras manadas ameaça a diversidade genética dos elefantes, deixando-os vulneráveis a doenças.
Nos últimos quatro anos em Yunnan, três pessoas foram pisoteadas até a morte e uma dezena foi ferida por elefantes, muitos dos quais se alimentam de cana-de-açúcar, arroz e abacaxis plantados por aldeões.
Esses conflitos ocorrem todas as noites em Shangzhongliang, perto do Laos, onde a população, formada sobretudo por membros da etnia dai, tenta afugentar os elefantes de uma reserva vizinha, pois eles devastam suas plantações após o anoitecer. O agricultor Xiong Dan, 30, relatou que ele e sua mulher acordam três ou quatro vezes por noite para atirar bombinhas nos campos.
"Esses elefantes são tão inteligentes que vão para outra área e continuam comendo", diz ele.
As autoridades têm tentado atenuar o problema reembolsando os prejuízos dos agricultores, os quais se queixam de que isso não é suficiente.
Funcionários da administração florestal estão criando vastos "refeitórios para elefantes", plantando milho, bambu e outros alimentos de que eles gostam para dissuadi-los de devastar os campos agrícolas. Grupos ambientais compram ou alugam terras cultivadas e restauram as matas para ampliar o habitat e fazer corredores que futuramente interliguem as reservas.
Os elefantes também estão caindo nas graças dos chineses da classe média. Em Jinghong, sede do município de Xishuangbanna, há estátuas do animal em ilhas de segurança para pedestres no trânsito e em shopping centers.
"Quem não adora o elefante?", disse Xiong Qiaoyong, 30, guarda florestal no Vale dos Elefantes Selvagens, um parque ecológico nos arredores de Jinghong que atrai milhares de visitantes por dia. Embora entre 16 a 24 elefantes vivam na reserva de 360 hectares, a maioria dos encontros entre humanos e animais se dá em um empoeirado picadeiro de circo.
No entanto, nem o carinho por elefantes nem as leis contra seu abate podem competir com o fascínio pela borracha. Seringais hoje ocupam quase um quarto de Xishuangbanna, onde estão mais de 90% dos elefantes da China, relatou R. Edward Grumbine, cientista visitante no Instituto Kunming de Botânica.
No papel, mais de 2,8 milhões de hectares em Yunnan foram declarados como reserva, mas Chang disse que é frequente as autoridades fazerem vista grossa a agricultores e incorporadores imobiliários que se apossam de partes dessa área. "É preciso que o governo central tome uma posição firme e ajude, senão os elefantes serão extintos", afirmou A World Wildlife Fund calcula que restam entre 40 mil e 50 mil elefantes asiáticos, o que representa um declínio de 50% desde o início do século 20. Mais de dois terços desses animais estão na Índia e no Sri Lanka.
Em Shangzhongliang, os ataques noturnos estão pondo à prova a tradicional reverência dos dai pelo elefante. "Obviamente adoramos os elefantes, pois eles são um animal protegido em todo o país", afirmou o agricultor Piao Long, 26. Após algumas cervejas, porém, ele revelou o que realmente pensa. "Eles comem tudo o que plantamos, então é claro que os odiamos", confessou. "Se fosse possível, mataríamos todos eles."

Cancelled Comic Cavalcade #01-02 (1978)

Um comprador asiático arrematou seis garrafas de Borgonha Romanée-Conti, ano 1990, por HK$ 980 mil (US$ 126.345) num leilão da casa Christie's em Hong Kong, em março deste ano.
Uma caixa de vinho do vinhedo Cros Parantoux, na Borgonha (França), foi vendido por US$ 82.333 num leilão promovido pela casa americana Acker Merrall & Condit num restaurante com vista para o porto de Hong Kong.
Os vinhos finos têm preços altos na Ásia, mas não faltam compradores. Os consumidores asiáticos são fatores importantes no mercado global do produto. No ano passado, a China ultrapassou a França e a Itália para tornar-se a maior consumidora mundial de vinho tinto.
"Hoje há muito mais amantes do vinho na Ásia, e eles andam tomando uma gama muito maior de vinhos", disse Simon Tam, diretor de vinhos na Christie's China, falando do leilão recente promovido pela casa. "O mercado está amadurecendo muito rápido."
Os asiáticos tradicionalmente consomem mais uísque, conhaque e bebidas destiladas locais, como o baijiu, feito de grãos, que vinho.
Mas o aumento da riqueza, o hábito de dar presentes e a busca constante por novos tipos de investimento converteram os asiáticos ricos em ávidos compradores de vinhos da mais alta qualidade.
Hong Kong, que dez anos atrás praticamente não constava do cenário vinícola internacional, tornou-se centro importante do comércio de vinhos desde que os impostos sobre o produto foram abolidos, em 2008.
Mesmo em Cingapura, onde os impostos elevam consideravelmente o preço da garrafa, a empresa de logística CWT está gastando 200 milhões de dólares de Cingapura (R$ 349,1 milhões) para construir um depósito de vinhos de alta categoria que poderá armazenar 10 milhões de garrafas em um ambiente com ar condicionado e umidade e luz controladas.
"Para os asiáticos, curtir vinhos como um luxo é uma questão de prestígio", explicou Robert Sleigh, diretor do departamento de vinho da Sotheby's na Ásia. "Eles se dispõem a pagar preços altos por vinhos que vêm diretamente do vinhedo, e dão muita importância à aparência da garrafa."
O mercado está em ligeira baixa devido à desaceleração de algumas economias asiáticas e à determinação de Pequim de restringir os gastos exagerados de algumas autoridades.
De acordo com Tam, os preços médios dos vinhos nos leilões da Christie's em Hong Kong estão entre 30 mil e 60 mil dólares de Hong Kong (R$ 8.530 e R$ 17.083), sendo que em 2010 variavam entre 150 mil e 200 mil dólares de Hong Kong (R$ 42.650 e R$ 56.870).
Nos primeiros anos do boom, os compradores focavam sua atenção sobre apenas algumas dúzias de nomes notáveis, mas hoje estão comprando uma variedade maior de vinhos.
A tendência reflete o que vem acontecendo no setor dos artigos de luxo, onde a fidelidade inicial às grifes mais famosas começou a diminuir, à medida que os consumidores ganham confiança e desenvolvem seus gostos individuais.
Reagindo à evolução acelerada dos apetites dos asiáticos, os varejistas e os restaurantes mais sofisticados ampliam suas cartas de vinhos e dotam-se de funcionários treinados na seleção das garrafas.
Desde que se interessou por vinhos, Calvin Tan já fez dois cursos para aprofundar seus conhecimentos do assunto. Um deles foi em uma academia francesa, L'École du Vin de France, que abriu uma representação em Hong Kong em 2011.
"Eu precisava de um hobby. Gosto de beber e comer bem, então este hobby é perfeito", ele comentou. Tan trabalha para um banco em Hong Kong e não está à procura dos vinhos mais caros e famosos. O vinho mais caro que já tomou custou cerca de 800 dólares de Hong Kong (R$ 227).
Weihnachten Frivol

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http://revistasamuel.uol.com.br/conteudo/view/20574/A_decada_do_cinema_chines.shtml
http://revistasamuel.uol.com.br/conteudo/view/20526/Mais_do_que_um_banho_de_espuma_.shtml
http://revistasamuel.uol.com.br/conteudo/view/20588/Xenofobia_linguistica_.shtml
http://revistasamuel.uol.com.br/conteudo/view/20128/Mehr_o_youtube_do_ira.shtml


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A concorrência para levar aos internautas chineses os últimos filmes e séries está se intensificando, apesar das dificuldades como a pouca disposição do público em pagar para ver filmes no computador e o caráter imprevisível da censura.
A líder chinesa das redes sociais, Tencent, já oferece aos seus seguidores a possibilidade de assistir online e em total legalidade os grandes sucessos locais e internacionais. Segundo o "Financial Times" da última segunda-feira (28), o peso-pesado da internet agora estaria trabalhando junto com os estúdios de Hollywood para oferecer na Web alguns de seus filmes menos de duas semanas após seu lançamento nas salas de cinema dos Estados Unidos.
A Warner Bros. possui uma participação minoritária nesse serviço de "streaming" (transmissão de dados sem download) por uma assinatura de custo relativamente baixo: 15 yuans por mês nos três primeiros meses, depois 20 yuans (R$ 7). O blockbuster "300: A Ascensão de um Império", cuja estreia mundial nas salas de cinema foi no início de março, já está disponível nessa plataforma, a Hollywood VIP.
Há muito tempo os internautas chineses geram um dilema para as grandes produtoras: por que entrar na China se a população não está disposta a pagar, mas por que não entrar, já que, independentemente do que aconteça, seus internautas não hesitarão em piratear esses conteúdos?
Assim, o Google havia lançado em 2009 uma plataforma de download legal e gratuito de música, em acordo com a Warner, EMI, Universal e Sony, baseando-se em uma aposta: contentar-se com receita publicitária, ainda melhor que nada, para enfrentar o download ilegal. Esse serviço foi suspenso em setembro de 2012, após a constatação de resultados decepcionantes.
O crescimento do número de internautas chineses, 618 milhões no final do ano de 2013, o advento da internet móvel e da banda larga nos lares tornaram essas questões ainda mais atuais. A Tencent já havia anunciado em setembro de 2013 um acordo com a Disney para disponibilizar filmes de seus estúdios, bem como com a Pixel e a Marvel em seu serviço Hollywood VIP.
 Neste momento em que a internet chinesa vem se fechando em torno de três grandes protagonistas – Tencent, que se originou de um serviço de mensagens instantâneas; Alibaba, número um do comércio eletrônico; e Baidu, motor de busca – , todos querem ampliar seu mercado para os vídeos online.
O Alibaba anunciou, no dia 11 de março, a aquisição majoritária da ChinaVision, uma empresa com sede em Hong Kong que produz séries de sucesso e detém os direitos na internet móvel chinesa da Premier League de futebol inglês para as três próximas temporadas. É um trunfo enorme, uma vez que os fãs de futebol chinês, decepcionados com o nível das equipes locais, acompanham com entusiasmo o campeonato britânico.
Na segunda-feira (28), o grupo do ambicioso Jack Ma ultrapassou mais uma etapa ao adquirir 16,5% do site de vídeos em streaming mais popular da China, o Youku Tudou, ele mesmo resultado da fusão em 2012 de plataformas de vídeos online.
No entanto, permanece a incógnita sobre a atitude que será adotada pelo governo chinês em relação a essas plataformas de streaming que são uma febre, já que Pequim controla o número de filmes estrangeiros que são exibidos nos cinemas do país impondo cotas rígidas.
Hoje o limite está em 34 produções estrangeiras por ano, ainda que os espectadores chineses consigam encontrar todos os filmes estrangeiros na internet, ilegalmente, ou na esquina, nas muitas lojas de DVDs piratas. Só que o governo ainda não especificou se pretende submeter as novas plataformas de difusão legal na Web a seu regime de cotas.
 Por fim, a outra incerteza diz respeito à censura e sua arbitrariedade. Depois de já ter retirado determinadas licenças na semana passada do portal Sina, acusado de ter publicado conteúdo pornográfico, as autoridades novamente surpreenderam os internautas, durante o fim de semana de 26 e 27 de abril, ao ordenar a suspensão do streaming de quatro séries americanas: "The Big Bang Theory", "The Practice", "The Good Wife" e "NCIS". Tudo isso sem justificativa nenhuma, sendo que a televisão estatal CCTV prosseguia, no domingo (27), com a transmissão da série do canal americano HBO "Game of Thrones", um dos programas mais populares do momento no Ocidente, que contém muitas cenas de sexo e de violência.


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http://www.theguardian.com/world/2014/may/06/defectors-what-we-miss-most-about-life-in-north-korea
http://www.theguardian.com/world/gallery/2014/apr/23/inside-the-giant-panda-research-centre-in-pictures

http://images.fineartamerica.com/images-medium-large-5/i-am-not-ugly-i-am-not-beautiful-anna-bain.jpg

http://gizmodo.uol.com.br/galerias/japao-vilarejo-bonecos/
http://www.hypeness.com.br/2014/01/cartunista-retrata-as-piores-coisas-do-mundo-em-ilustracoes-sensacionais/
http://www.theguardian.com/film/shortcuts/2014/apr/27/saidoweizu-japanese-remake-sideways

http://fc04.deviantart.net/fs38/f/2008/317/c/8/This_ugly_and_beautiful_world_by_elfgrlshizuka.jpg

http://www.vice.com/pt_br/read/imigrantes-estao-virando-escravos-no-cultivo-de-maconha-na-inglaterra-e-irlanda?utm_source=vicefacebr
https://www.vocativ.com/world/iran/great-unveiling-iranian-women-ditching-head-scarves-facebook/
http://www.hypeness.com.br/2014/05/serie-incrivel-mostra-quem-foram-as-ultimas-sereias-do-japao/
http://www.vice.com/pt_br/read/fotografando-a-proxima-geracao-de-astros-do-sumo?utm_source=vicefacebr


http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=16841520







http://www.hypeness.com.br/2014/05/artista-de-rua-da-cor-aos-muros-da-capital-do-ira/

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVSYpc_PNo8WTnK6rkbXYdv1FA2jsp45TNbfs5-waUuw7Q7wMZWaRQ6HBejt_qSp5flST1sonTjlL_G0wCFBk0jHZDcjXLDSwY4ON1DyheMswoxwZl8oBRxcwdFLgiB_lU_nh8nxhKj-8/s400/19598748_l.jpg








http://www.ideafixa.com/beleza-niponica/

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Folha de São Paulo
Domingo 11 de maio de 2014
A nova cara do Irã
Plástica no nariz vira moda e símbolo de status no país; cirurgias chegam a 200 mil por ano com o barateamento dos procedimentos
SAMY ADGHIRNI DE TEERÃ A estudante Mitra, 19, achava que seu nariz não combinava com seu rosto. Foi suficiente para convencer os pais a pagar uma cirurgia plástica.
"Ficou ótimo. Estou muito contente", alegra-se a moça.
Ela guarda fotos tiradas após a operação, nas quais faz todo tipo de pose para mostrar com orgulho o curativo entre os olhos e a boca.
Mitra é um típico exemplo de iraniana que cedeu à moda da plástica no nariz. A prática, disseminada em larga escala, denota busca por status social e autoestima num país obcecado pela aparência.
As ruas das grandes cidades do Irã estão cheias de homens e mulheres que ostentam marcas da cirurgia. É visível a satisfação quando notam ser observadas. São comuns casos de gente que usa o curativo como enfeite, sem ter sido operada.
O Irã se tornou um dos recordistas mundiais em operações do gênero, conhecidas como rinoplastias.
Estatísticas oficiais não são divulgadas. Mas o jornal "Etemad" calcula que a média de operações chegue a 200 mil por ano, numa população de 75 milhões. O número de rinoplastias per capita é sete vezes maior do que nos EUA, que têm 317 milhões de habitantes, segundo estudo da Sociedade de Pesquisa Rinológica do Irã com a Universidade Johns Hopkins, em 2012.
Antes reservadas à elite, as cirurgias no nariz banalizaram-se nos últimos dez anos, depois de hospitais públicos passarem a oferecer o procedimento a preços menores.
Enquanto instituições estatais cobram US$ 350 por rinoplastia, algo próximo do salário mensal de uma secretária, a mesma operação pode sair por mais de US$ 1.500 em clínicas privadas.
A fartura de oferta, alardeada por anúncios na mídia, parece reforçar o fenômeno de massa. Algumas justificativas para operação parecem descabidas ao olhar externo.
A vendedora Hanieh, 23, foi operada para tentar curar uma depressão por ruptura amorosa. "Reduzi o nariz para melhorar meu astral", diz a moça, que acha "chique" andar com curativo.
Já a contadora Soad, 31, optou pela cirurgia ao saber que a sogra a achava "horrorosa" por ter nariz avantajado. Soad gostou da nova aparência, mas o namoro não durou.
Ambas tiveram operações traumáticas. "Após a cirurgia, vomitei tanto sangue que o chão da sala ficou vermelho. Acho que foi por causa da morfina que me deram por cima da anestesia", recorda Hanieh. Já Soad diz ter ficado com problemas respiratórios após a operação.
O chefe da Associação de Cirurgia Plástica do Irã, Abolhasan Emami, disse ao jornal "Asre Iran" que metade das rinoplastias são desnecessárias. Emami também alertou para a falta de regulamentação no setor.
Recente levantamento indicou que existem 5.000 médicos em Teerã que operam nariz, enquanto apenas 157 têm diploma de cirurgião.
É comum ver iranianas com o rosto deformado por cirurgias malfeitas, que deixam o nariz tão pequeno e empinado a ponto de lembrar as feições do cantor Michael Jackson no fim da vida.
VÉU ISLÂMICO
O sucesso das plásticas no nariz é atribuído ao fato de o rosto ser a única parte que as iranianas podem exibir em lugares públicos. Por lei, elas são obrigadas a cobrir corpo e cabelo para sair na rua, como manda o regime islâmico no poder desde 1979.
Para além das rinoplastias, iranianas usam maquiagem em quantidades e tons berrantes impensáveis para padrões ocidentais.
"[No Ocidente], a mulher pode mostrar sua beleza de várias formas. Mas aqui o corpo é coberto, e o rosto fica apertado entre contornos do véu, o que faz qualquer defeito saltar aos olhos", diz a publicitária Sahar, 31.
Ela diz lamentar a situação das funcionárias do Estado, impedidas até mesmo de se maquiar para trabalhar.
À importância da estética do rosto soma-se a suposta propensão das iranianas em competir pela beleza, segundo Hossein Hojjat, famoso cirurgião plástico do interior.
"Uma quer ser mais bonita que a outra. Tenho clientes de todas idades e meios, inclusive religiosas", afirma.
A tendência também prolifera entre homens, que já respondem por um terço das operações, segundo médicos.
O vendedor Hossein, 27, diz ter sido socialmente pressionado a reduzir seu nariz, que era "muito grande", segundo ele. "Nossa sociedade não é muito evoluída. Ter um problema de aparência traz complicações no dia a dia", diz.
O engenheiro Ahmed, 32, discorda. Mesmo conhecido pelo nariz proeminente, ele se recusa a acatar pedido da mãe para ser operado. "Me sinto bem como sou. Além disso, essas cirurgias quase nunca dão bom resultado."
Folha de São Paulo
Populares no Japão, bares com petiscos diferentes e muito saquê agitam SP
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Pode ficar no alto de um arranha-céu, só luxo e vidro, com vista para o concreto infinito de Tóquio. Pode ficar em um beco escuro embaixo de uma linha de trem, as garrafas balançando à passagem de cada vagão.
Pode parecer um restaurante, com mesas, menu moderno, garçons. Também pode não ter cadeiras, só quatro ou cinco clientes espremidos em pé, espaço para mais nada e uma velhinha atendendo aos fregueses de sempre.
Pode ter de tudo. Ou pode ser especializado em um tipo de comida. Pode ter uma extensa carta de saquês. Pode nem ter saquês, só destilados.
Nipo Botequins

No mundo da gastronomia, poucas palavras são tão democráticas e abrangentes quando izakaya (pronuncia-se izakayá). Em tradução aproximada, "lugar para beber saquê". Por extensão, simplesmente "lugar para beber". É o botequim japonês.
No Japão, os izakayas são onipresentes. Nas áreas residenciais, nos bairros loucos de néons e telões gigantes em super HD, nos prédios altíssimos, nos sobrados feios das regiões mais tranquilas.
Em torno das estações de metrô —e também dentro delas: a estação Shinbashi, no bairro de Ginza, tem um corredor infinito com um izakaya ao lado do outro, onde se bebe até cair sem que seja necessário sair à rua.
Em comum entre os vários estilos de izakayas no Japão, a boa oferta de bebidas, os pratos servidos em pequenas porções (como as tapas espanholas) e a ausência de sushi.
O bolinho de arroz com peixe cru pede uma estrutura própria, que os izakayas ortodoxos não têm condições de oferecer.
Nos últimos anos, o "conceito" de izakaya se espalhou pelo mundo. De Miami a Bancoc, de Los Angeles a Yangon (principal cidade de Mianmar): onde existe comunidade japonesa, lá estão os izakayas. Nos bairros nipônicos, nas Liberdades do planeta, eles são no esquema "old school". Nas áreas turísticas e/ou modernas, seguem linha mais contemporânea.
Alguns deles —heresia das heresias!— até servem sushi, o que no Japão seria inaceitável.
São Paulo, a maior cidade japonesa fora do Japão, tem uma razoável oferta de izakayas. Na tradicional Liberdade, na moderninha Vila Madalena, em Pinheiros (cada vez mais gastronômico) e no Jardim da Saúde, fora de rota gastronômica, mas de forte e histórica presença nipônica.
Não são lugares baratos, mas estão longe dos preços assustadores praticados pela gastronomia paulistana do século 21.
Começa aqui nossa jornada nipoetílica por São Paulo. Kanpai!
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YAKITORI-YA
Missão impossível: encontrar um ocidental jantando aqui. Especializado em espetinhos de frango, o Yakitori-Ya, do chef Takaaki Yasumoto, atende principalmente a executivos e "salarymen" japoneses de passagem pelo Brasil, com suas indefectíveis calças pretas e camisas sociais brancas.
Espetos sempre saborosos de várias partes do frango —e também de quiabo e de shishito (uma pimenta japonesa)— são o destaque. Vale também tentar os oden (cozidos) de nabo e inhame. Tem um discreto balcão de sushis, que só pede quem não entende do riscado. Também serve cerveja, saquês, sochu e "nama-biru" (chope), bem comum no Japão.
Av. dos Carinás, 93, Indianópolis, região sul, tel. 5044-7809. 60 lugares. Seg. a sáb.: 12h às 14h30 e 18h às 23h. Dom.: 12h às 14h30 e 18h às 22h (fechado todo primeiro dom. do mês). Menu-executivo: R$ 29 a R$ 35 (almoço de seg. a dom.). Valet (R$ 20).
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IZAKAYA ISSA
Melhor anfitriã da gastronomia paulistana, Margarida Haraguchi, a dona Margarida, deu vida a esse local que era um izakaya havia muitas décadas, mas que só a comunidade japonesa conhecia.
Prove os picles japoneses, peixes cozidos e grelhados, massas e também muitas coisas que não estão no cardápio, mas que a ultraconectada Margarida obtém diretamente do Japão e você só vai saber que há se perguntar a ela.
Quando um japonês se muda para São Paulo, logo vai ao Issa. É um jeito de começar a se enturmar na cidade, ao mesmo tempo em que se sente em casa. A Unesco deveria tombar esse lugar.
R. Br. de Iguape, 89, Liberdade, região central, tel. 3208-8819. 35 lugares. Seg. a sáb.: 18h30 às 23h30. Dom.: 18h às 23h. Preço: R$ 10 (cerveja Original - 600 ml). a r n w
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MINI BUENO
Ao lado de um escritório de advocacia. Nenhuma placa. Na porta de vidro escuro, um adesivo orienta: "empurre". Faça isso, e você estará no Japão.
Da mesma turma do Bueno —que já foi um botequim na Liberdade e hoje é um respeitável restaurante na alameda Santos—, o Mini Bueno oferece as madrugadas mais japonesas de São Paulo.
Compõem o cardápio língua bovina grelhada, arroz com ovo, vegetais e pimenta coreana e muitas outras iguarias. A partir da meia-noite, japoneses certinhos perdem a linha, e transformam o pequeno izakaya em um ensurdecedor karaokê. Curiosidade: Kuroda-san, lutador de sumô e dono do pedaço, não curte saquê em izakaya. Serve só cerveja e destilados.
R. Batataes, 380A, Jardim Paulista, r. oeste, tel. 97235-3062. 36 lugares. Seg. a qui.: 19h às 2h. Sex. e sáb.: 19h às 3h. Preço: R$ 13 (cerveja em garrafa Original 600 ml)
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KINTARO
Com a palavra, o amigo e jornalista Paulo César Martin, assíduo do lugar.
"Num corredorzinho, fica este 'izakaya família'. Dona Líria e seus filhos Wagner [Yoshi] e William [Taka], lutadores de sumô, servem cerveja bem gelada, saquês e sochus acompanhados de 'otoshis' (as pequenas porções japonesas).
Destaque para a inesquecível berinjela no missô. E também moela, trouxinha de alga e uma pequena concessão brasileira: coxinha frita na hora. Dona Líria fica sozinha na parte da manhã, quando o Kintarô tem ares mais orientais.
Os filhos chegam no começo da tarde e a coisa fica quente: a mãe vai para a cozinha fazer costelinhas de porco e o famoso chanko nabe, um calórioco ensopado japonês, favorito dos praticantes de sumô."
R. Tomás Gonzaga, 57, Liberdade, região central, tel. 3277-9124. 20 lugares. Seg. a qui.: 7h30 às 23h. Sex.: 7h30 às 24h. Sáb.: 7h30 às 21h. Preço: R$ 9 (Original - 600 ml).
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QUITO QUITO
Visual improvável, localização improvável, donos improváveis, cardápio improvável. Parece uma temakeria da Barra da Tijuca. Fica na Vila Madalena (sem tradição oriental). Mas seus donos são um jovem casal de irmãos japoneses recém-imigrados. E a comida, ótima, é japonesa moderna, sem concessão ao paladar ocidental.
É um mistério por que o Quito Quito não é frequentado por mais "foodies" paulistanos adeptos de comida asiática. Talvez por ser fácil demais de achar. Nas mesas, jovens imigrantes são maioria —praticamente só se fala japonês.
Cavalinha grelhada no missô, sardinha enrolada com ameixa japonesa, conserva de polvo apimentada. A chef Kaori brilha muito na cozinha.
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SANPÔ
No formato do mapa do Chile (estreito e comprido), esse é um típico izakaya de bairro japonês.
Cozinha simples, sem altas pretensões. O cardápio tem semelhanças com o do Izakaya Issa, onde trabalharam alguns dos donos.
A comida não é o foco, porque o Sanpô traduziu literalmente a palavra izakaya: é um lugar para beber saquê.
A oferta é extensa e, melhor ainda, uma das sócias estudou o tema no Japão. Sabe explicar as diferenças entre um "junmai ginjo" e um "junmai dai-ginjo" de um jeito agradável, sem afetação, e sem fritar a orelha do cliente com pomposidades sobre os graus de polimento do arroz e outras filigranas.
R. Fradique Coutinho, 166, Pinheiros, região oeste, s/tel. 30 lugares. Seg. a sáb.: 19h às 23h30. Preço: R$ 7,50 (cerveja Heineken - 300 ml). Reserva p/ sac.sanpo@gmail.com
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JUJU
Não é propriamente um izakaya, por ser coreano, mas tem o mesmo espírito.
Por muito tempo, um enigmático coreano montava seu restaurante na raça, na garagem de uma farmácia.
Kassab limou. Mas agora o oriental e seu assistente Zé estão de volta ao bairro, em um quintal, entre uma boate e um karaokê.
Aqui, não são aceitos desvios pequeno-burgueses como: dizer boa noite, ter cardápio no idioma local, revelar os pratos do dia e limpar a sujeira dos clientes que já saíram.
Da grelha do irascível Zé, saem anchovas úmidas, lulas suculentas e uma costelinha de porco apimentada das melhores da cidade.
Av. Turmalina, 90, Aclimação, região central, s/tel. 20 lugares. Seg. a sáb.: 18h às 3h. Preço: R$ 10 (cerveja Original 600 ml).
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IMAI
Totalmente fora do circuito gastronômico, no Jardim da Saúde, o Imai é frequentando praticamente só pela galera do bairro. Pena, porque a cozinha delicada deRonaldo Imai merece ser mais bem conhecida.
Não tem cardápio, só uma lousa na parede com os pratos do dia. Os nomes das comidas estão em japonês, mas escritos em caracteres ocidentais, o que facilita para quem tem alguma noção. Se você souber que "ika" é lula, "tako" é polvo e "natto" é soja fermentada, já é meio caminho andado.
Se Ronaldo não está (já aconteceu comigo), o atendimento e a comida sofrem.
R. Hipócrates, 139, Jardim da Saúde, tel. 5077-1629. 30 lugares. Ter. a sex.: 11h30 às 14h30 e 18h30 às 21h30. Sáb.: 11h30 às 15h e 18h30 às 21h30. Dom.: 11h30 às 15h. Preço: R$ 9 (Original - 600 ml).