O gigante da
indústria da internet Google, em gesto simbólico, mudou o tratamento que
conferia à sua página palestina.
O site de buscas
alterou sua página quando acessada, por exemplo, da Cisjordânia (www.google.ps). Em vez de
"territórios palestinos", a empresa escreve agora
"Palestina" logo abaixo do logo. A página está disponível em árabe e
em inglês.
"É um passo
na direção correta", disse à Folha Sabri Saidam, assessor de
Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, para assuntos de
telecomunicações e informação.
"Mas essa
etapa tem que ser seguida por outras, como incluir nos mapas do Google o nome
dos vilarejos palestinos, e não apenas o dos assentamentos israelenses."
Segundo Saidam,
a mudança no status dos territórios para o Google ocorreu depois de as
autoridades palestinas encaminharem um pedido formal à empresa.
A mudança do
Google é, porém, um ato polêmico, em meio às negociações encalacradas para
estabelecer um futuro Estado palestino e decidir suas fronteiras.
Em novembro do
ano passado, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu a missão palestina
como um Estado observador não membro, sendo em seguida criticada por Israel e
pelos EUA.
A Unesco,
agência para a educação da ONU, teve o seu financiamento cortado pelos EUA após
reconhecer um Estado palestino em 2011.
"O Google
não é uma entidade política ou diplomática, então eles podem chamar qualquer
coisa por qualquer nome, e não terá importância", disse Yigal Palmor,
porta-voz da chancelaria israelense, ao "Times of Israel".
"Pode haver
muitas perguntas levantadas por essa mudança a respeito da política do
Google."

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